Brasil pode liderar criação latino-americana de novos empregos na economia verde
BR

3 agosto 2020

Relatório da ONU e do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostra que país terá mais de 7,1 milhões de postos de trabalho num total de 15 milhões que deverão surgir na América Latina e no Caribe até 2030.

A transição para uma “economia de emissões zero” poderá gerar até 15 milhões de novos empregos na América Latina e no Caribe até 2030, segundo um novo estudo da Organização Internacional do Trabalho, OIT, e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. 

Nesse cenário, o Brasil concentraria quase a metade dessas vagas com cerca de 7,1 milhões de empregos, seguido do México com 2,1 milhões.

Benefícios

Menino ajuda família a trabalhar a terra no nordeste do Brasil, Banco Mundial/Scott Wallace

A pesquisa revela que se os países da região adotarem políticas de emissões zero, poderão criar empregos dignos e construir um futuro mais sustentável e inclusivo para suas populações.

Em toda a região, a transição para uma economia mais ambientalmente correta eliminaria cerca de 7,5 milhões de posições em energia de combustíveis fósseis, extração e pecuária. 

Esses trabalhos seriam, no entanto, mais do que compensados por novas oportunidades. Cerca de 22,5 milhões de empregos seriam criados na agricultura, energia renovável, silvicultura, construção e manufatura.

Dietas

O relatório também detalha o impacto de uma mudança para dietas mais saudáveis e sustentáveis, com menos consumo de carne e laticínios e mais adesão a alimentos derivados de plantas. 

Cerca de 22,5 milhões de empregos seriam criados na agricultura, energia renovável, silvicultura, construção e manufatura

Segundo a pesquisa, essa transformação pode criar empregos e reduzir o impacto negativo sobre a biodiversidade. O setor agroalimentar, por exemplo, perderia 4,3 milhões de vagas na produção de gado, aves, laticínios e pesca, mas 19 milhões de novas posições seriam abertas.

Propostas 

O relatório oferece ainda dicas como os países podem criar empregos dignos e fazer esta transição.

As propostas incluem políticas para ajudar os trabalhadores a mudar de setor, promoção de melhores trabalhos rurais, novos modelos de negócios, proteção social mais forte e apoio a deslocados, empresas, comunidades e trabalhadores.

Segundo a OIT, “o diálogo entre setor privado, sindicatos e governos é essencial para elaborar estratégias de longo prazo.” 

Se isso for feito, a agência diz que será possível combater a mudança climática, criar empregos, reduzir a desigualdade e cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud

 

Rastreador de notícias: últimas sobre o tema

Angolana e brasileiro são finalistas de prêmio Jovens Campeões da Terra 

Ambos foram escolhidos para a reta final por suas iniciativas sustentáveis como proteção de manguezais em Angola e modelos de energia acessível e verde no Brasil; ganhadores da distinção receberão US$ 10 mil, cada.