Em vídeo, ator Wagner Moura pede ajuda da mídia contra trabalho forçado
BR

2 agosto 2020

Embaixador da Boa Vontade da Organização Internacional do Trabalho diz que cerca de 25 milhões de pessoas são vítimas dessa prática em todo o mundo; segundo ele, denúncias pela imprensa podem ajudar a combater o crime e levar a mais aplicação da lei salvando vidas. 

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, divulgou um vídeo em inglês do ator Wagner Moura sobre o combate ao trabalho forçado em todo o mundo. Na gravação, de 80 segundos, o embaixador da Boa Vontade da agência pede o apoio de jornalistas para denunciar a prática criminosa.

Wagner Moura lembra que 25 milhões de pessoas incluindo mulheres e crianças são sujeitas a trabalho forçado, e que a Covid-19 só veio piorar este quadro com o aumento do desemprego e da pobreza.

Veja o vídeo aqui.

Direitos humanos

Ele conta que muitos homens, mulheres e crianças são traficados, mantidos em cativeiro e trabalham em condições análogas à escravidão. Uma em cada quatro pessoas nessas condições é criança.

O ator, que começou a carreira profissional como jornalista, acredita que a mídia e a imprensa podem ajudar a combater o trabalho forçado dando voz às vítimas e a divulgando esses casos de abuso dos direitos humanos.

Moura disse ainda que a denúncia responsável de incidentes de trabalho forçado com a divulgação pela mídia pode ajudar a salvar vidas e a fazer com que a lei seja aplicada. 

Recrutamento justo

Ele conclui a mensagem promovendo o guia da OIT para a mídia sobre trabalho forçado e recrutamento justo.

Este é o segundo vídeo que Moura grava para a OIT desde abril, quando ele manifestou preocupação com o impacto da pandemia da Covid-19 sobre o mundo do trabalho, numa gravação em português.

 

“Pra muitos de nós, é possível trabalhar desde nossas casas, e muitos continuamos recebendo pelo nosso trabalho, mas para muitas pessoas, isso não será possível. E estou falando dos trabalhadores mais vulneráveis. Trabalhadores domésticos, trabalhadores migrantes, trabalhadores do setor informal. Haverá um aumento trágico da desigualdade no mundo.”

A Organização Internacional do Trabalho está realizando uma série de diálogos com trabalhadores, governos e empregadores para conter o impacto da pandemia sobre o desemprego. 

O diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse que a Covid-19 expôs, da forma mais cruel, as “as precariedades e injustiças extraordinárias do mundo do trabalho”.

Ryder afirma que centenas de milhares de postos de trabalho podem ser perdidos em todo o globo, e pediu a cooperação internacional para evitar o pior.
 
 

 

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