Moçambique recupera manguezais arrasados por ciclone Eline há 20 anos
BR

26 julho 2020

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, e o governo do país africano restauram árvores no estuário do rio Limpopo; 60% da área foram destruídos no desastre natural de 2000; plano de gestão e manejo deve promover saúde dos ecossistemas e restaurar 400 hectates em Mahielene.

O ciclone de maior duração, já registrado no Oceano Índico, atingiu a comunidade de Mahielene, no estuário do rio Limpopo, cerca de 225 km ao norte da capital de Moçambique, Maputo. 

Manguezais protegem a natureza dos desastres naturais, agindo como barreiras contra as ondas de tempestades e inundações, impedindo a erosão. Foto: Pnud Cuba/Manglar Vivo Project

Longo caminho

Atualmente, existem cerca de 120 hectares de prósperos manguezais, mas apesar do sucesso da restauração, Jared Bosire, gerente de projetos do Programa Mares Regionais do Pnuma considera que existe um longo caminho por percorrer.

Com a iniciativa, a comunidade de Mahielene terá apoio para projetar, aprovar um plano de gestão, um esquema de plantio, regras de corte de manguezais e penalidades para os infratores que violarem essas regras. 

Espera-se que o plano de manejo sirva de modelo para a restauração dos 400 hectares restantes em Mahielene e outros manguezais degradados na região.

Ecossistemas 

O projeto também ajudará Moçambique a atingir suas metas sob o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14.2, sob o qual o país se comprometeu a proteger os ecossistemas marinhos e costeiros.

O especialista do Pnuma, disse que plantar e cultivar mudas no modelo tradicional de restauração de manguezais é caro, lento e propenso a falhas, razão pela qual o uso da combinação de técnicas tradicionais de plantio com um método hidrológico exclusivo permite que a natureza faça seu trabalho. 

Para o projeto serão feitos canais no estuário para permitir que a água do mar flua em direção aos manguezais o que vai permitir o desenvolvimento das mudas.

Pnuma/Convenção de Nairóbi
Projeto também ajudará Moçambique a atingir suas metas sob o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14.2, sob o qual o país se comprometeu a proteger os ecossistemas marinhos e costeiros.

Fluxo dos rios

A iniciativa financiada pelo Global Environment Facility, visa reduzir as tensões terrestres, protegendo o habitat crítico, melhorando a qualidade da água e o fluxo dos rios. 

O projeto de restauração de manguezais já apresenta benefícios. Peixes, caranguejos, moluscos e camarão retomaram o seu habitat e isso é notável com existência de atividade no mercado local de peixes.

Os manguezais protegem a natureza dos desastres naturais, agindo como barreiras contra as ondas de tempestades e inundações, impedindo a erosão.

De Maputo para ONU News, Ouri Pota

 

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