Ar condicionado e refrigeradores eficientes podem cortar 460 bilhões de emissões de CO2
BR

21 julho 2020

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, foi preparado em parceria com Agência Internacional de Energia, AIE; economia de US$ 2,9 trilhões representa quantidade de eletricidade produzida por usinas de carvão na Itália e na Índia.

Um relatório sobre Emissões de Dióxido de Carbono, que causam o efeito estufa, sugere que o equivalente a oito anos de produção de CO2 na atmosfera poderiam ser eliminados apenas com a utilização de aparelhos de refrigeração eficientes.

O documento, compilado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, e pela Agência Internacional de Energia, AIE, revela que 460 bilhões de emissões de CO2 podem ser anuladas por ares-condicionados e refrigeradores econômicos.

Iniciativa pode ainda ajudar a limitar o aumento global da temperatura em 1.5 grau Celsius, o que é fundamental para minimizar os impactos desastrosos da mudança climática. Foto: OMM/Jordi Anon

Usinas de carvão

Especialistas acreditam que a redução poderia ocorrer nas próximas quatro décadas com a fabricação de aparelhos duas vezes mais eficientes que os padrões atuais. 

A mudança levaria a uma economia de cerca de US$ 2,9 trilhões até 2050. O número equivale à quantidade de eletricidade de todas as usinas de carvão na China e na Índia.

O Pnuma diz que a iniciativa pode ainda ajudar a limitar o aumento global da temperatura em 1.5 grau Celsius, o que é fundamental para minimizar os impactos desastrosos da mudança climática.

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, disse que as nações também podem abraçar a mudança à medida que se recuperam das consequências econômicas da Covid-19. 

Pandemia

Para ela, os países têm agora uma oportunidade de usar os recursos de forma inteligente para reduzir a mudança climática, proteger a natureza e eliminar riscos de uma nova pandemia. 

O documento ressalta que muitos países já têm várias opções a seu dispor para fazer a conversão para matrizes limpas de energia.

Os signatários da emenda de Kigali no Protocolo de Montreal sobre Substâncias Nocivas à Camada de Ozônio concordaram em reduzir o uso de hidrofluorcarbonetos.

Além disso, os planos de ação nacionais podem acelerar a transição para refrigerações sustentáveis através de chances e formas de cumprimento do Acordo de Paris de combate à mudança climática.

Foto: OMM/Gonzalo Javier Bertolotto Quintana
Documento realça ainda que a pandemia é um aviso da natureza para a questão das mudanças climáticas

Nobel mexicano

Outras possibilidades são a implementação de um mínimo de performance de padrões de energia com códigos de construção que assegurando que residências e escritórios requeiram menos refrigeração.

Uma das propostas é produzir cadeias de fornecimento de alimentos, que dependem de controle de temperatura, mais eficientes e sustentáveis.

O relatório foi realizado por uma série de especialistas sob a recomendação de 15 membros da comissão, presidida pelo Prêmio Nobel mexicano, Mario Molina que teve um papel-chave na descoberta do buraco de ozônio na Antártida, e pelo pioneiro de direito ambiental dos Estados Unidos, Durwood Zaelke.
 

 

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