Angolana e brasileiro são finalistas de prêmio Jovens Campeões da Terra 
BR

20 julho 2020

Ambos foram escolhidos para a reta final por suas iniciativas sustentáveis como proteção de manguezais em Angola e modelos de energia acessível e verde no Brasil; ganhadores da distinção receberão US$ 10 mil, cada.
 

A Agência da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, anunciou os 35 finalistas do prêmio Jovens Campeões da Terra 2020.

A angola Fernanda Samuel, 28 anos, é uma das cinco escolhidas para a região da África. Já o brasileiro Eduardo Ávila, 24, integra a relação dos finalistas da América Latina e do Caribe. 

Soluções 

Segundo o Pnuma, os escolhidos “propõem uma variedade impressionante de soluções inovadoras e que podem ter um grande impacto em alguns dos maiores desafios ambientais do mundo.” 

De Angola, Fernanda Samuel, engenheira de produção de petróleo, ela trabalha em proteção ambiental, e é a fundadora da AmbiReciclo, uma startup que promove a economia verde. 

Fernanda contou que cresceu entre os manguezais e se sente “profundamente conectada à bela biodiversidade do ecossistema, de aves migratórias a peixes, crustáceos e moluscos.” 

Flamingos, caranguejos e peixes

Mas as construções na área causaram um declínio de espécies e um aumento de inundações. O projeto, Otchiva, sensibilizou os moradores para uma campanha massiva de limpeza e restauração, que levou a um aumento constante da população de flamingos. caranguejos e peixes. 

Nos últimos anos, ela liderou campanhas de conscientização pública, além de atividades de limpeza e reflorestamento com a ajuda de milhares de voluntários. 

O primeiro impacto do trabalho levou a uma parceria com o governo local. 

O sonho da finalista “é ver os manguezais em Angola definitivamente protegidos, restabelecer a resiliência da costa, bem como o bem-estar de todas as espécies que dependem dos manguezais, incluindo os humanos.” 

Brasil 

O outro finalista de língua portuguesa é o economista brasileiro Eduardo Ávila. A empresa dele, Revolusolar, pretende criar um novo modelo de energia para populações de baixa renda.

Ávila contou ao Pnuma que um quarto da população do Rio de Janeiro vive em favelas, enfrentando marginalização social, infraestrutura inadequada e suprimento de energia inacessível com os preços dobrando na última década.  

Segundo ele, “os serviços de energia são caros, instáveis, injustos, de baixa qualidade e distantes da realidade” dos moradores. 
A Revolusolar fez parceria com duas favelas para criar um novo modelo de energia acessível, baseado na ideia de comunidade e sustentabilidade. Foram instalados painéis solares e os moradores treinados como eletricistas e instaladores. A iniciativa também organizou oficinas sobre sustentabilidade para as crianças da área. 

Em 2020, a empresa está implementando sua primeira cooperativa solar em uma favela. O modelo de financiamento inclui patrocinadores e um componente de aluguel, com os beneficiários pagando uma taxa mensal.  

O projeto já foi reconhecido em um programa de empreendedorismo social do Brasil, "Lab Habitação: Inovação e Moradia", e no programa internacional "Climate Finance Lab". 

Cada ganhador do Prêmio Jovens Campeões da Terra, do Pnuma, receberá US$ 10 mil e o apoio do Pnuma para realizar seus projetos.

Para uma lista completa de todos os 35 finalistas (em inglês), acesse aqui.

 

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