Mundo apreendeu 550 mil armas de fogo entre 2016 e 2017, diz relatório da ONU
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16 julho 2020

Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, diz que 39% de todas as armas confiscadas são pistolas ou revólveres; no Brasil, maioria das armas vem do Paraguai; na África, Angola lidera número de apreensões e na Europa Portugal fez o maior número de confiscos durante operações contra tráficos de drogas.

O relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, pesquisou 81 países, onde foram apreendidas cerca de 550 mil armas de fogo entre 2016 e 2017.

Quase quatro em cada 10 armas confiscadas eram pistolas ou revólveres. Elas foram usadas em episódios de violência principalmente homicídios. Na América Latina, a maior quantidade de armas foi descoberta na Colômbia e na Argentina, mas a pesquisa não tem dados suficientes do Brasil. 

Segurança internacional

Somente sabe que a maior parte do armamento confiscado em território brasileiro vem do Paraguai, o país vizinho.

Ainda sobre os países de língua portuguesa: na África, Angola lidera o número de apreensões de armas leves de fogo, seguida do Quênia. Portugal bate o recorde de confiscos de armas na Europa durante operações contra tráficos de drogas. Foram 668 unidades entre 2016 e 2017.  Depois de Portugal, aparecem Espanha e Albânia.

Na África e na Ásia, os armamentos mais apreendidos são espingardas perfazendo um total de 38% das unidades.

A diretora-executiva do Unodc, Ghada Waly, disse que a pesquisa “centra-se no grave problema, e muitas vezes oculto, do tráfico de armas de fogo porque representa uma séria ameaça à vida humana e à segurança internacional.” 

A agência da ONU afirma estar claro que as armas de fogofacilitam e multiplicam os casos de crimes e violência em todo o mundo. 

A pesquisa do Unodc relacionou o número de homicídios à posse de armamento.  Em todo o mundo, 54% dos assassinatos são praticados com armas de fogo. 

Waly disse que o relatório é uma fonte importante para a aplicação da lei, ajudando os Estados-membros a reduzir os danos causados pela circulação ilícita. 

Redes criminosas

Quase todas as armas têm origem na América do Norte, Europa e Ásia Ocidental. 

Segundo a chefe do Unodc, “o estudo pode apoiar os governos na aplicação da lei e da justiça criminal para detectar e interromper fluxos ilícitos, desmantelar as organizações e redes criminosas responsáveis e levar os autores a justiça." 

O Unodc acredita que este tipo de tráfico continua sendo, sobretudo, um fenômeno invisível, que só é evidente quando as armas são usadas em um crime. 

Em média, cerca de dois terços das apreensões acontecem devido à posse ilegal. Mais tarde, no entanto, as autoridades descobrem que uma parte considerável dessas armas foram traficadas para algum país antes de serem apreendidas. 

 

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