Acnur e empresa japonesa levam agasalhos a mais de 100 venezuelanos no Brasil
BR

16 julho 2020

Agência distribuiu roupas de frio doadas pela empresa Uniqlo na região de São Sebastião, no distrito federal; em Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, uma iniciativa da agência da ONU está acolhendo 3,4 mil refugiados que não encontram abrigos por causa da pandemia.

Mais de 100 venezuelanos refugiados receberam agasalhos para enfrentar o inverno brasileiro e se protegerem de resfriados e de doenças respiratórias num momento de propagação da Covid-19.

A ação, que ocorreu no domingo, foi patrocinada pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur, e a empresa japonesa Uniqlo. A roupa de frio foi entregue em São Sebastião, uma região do distrito federal.

Parceria

Ao mesmo tempo, em Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, a agência da ONU realizava uma operação para acomodar milhares de refugiados que continuam chegando à cidade e encontram dificuldade de acolhimento por causa da pandemia.

Segundo o Acnur, pelo 3,4 mil pessoas estavam nesta situação somados os casos na fronteira e em Boa Vista, capital do estado de Roraima. Ali, as equipes do Acnur e as autoridades locais com a parceria do governo brasileiro e da sociedade civil providenciam abrigos, comida e serviços básicos de água e saneamento para os venezuelanos que continuam tentando escapar da violência e da crise política no país vizinho.

Voluntários

Em São Sebastião, a ação solidária foi organizada pela prefeitura e por voluntários para oferecer um café da manhã e uma apresentação musical para as crianças também com aulas de música.

Dentre os que participavam do mutirão estavam brasileiros, colombianos, cubanos e venezuelanos, além de cidadãos da República Dominicana.

Uma das venezuelanas refugiadas contou que está reconstruindo sua vida no Brasil e que aos poucos conseguiu tirar toda a família da Venezuela.

Uma operação semelhante ocorreu em São Paulo e outros estados, que abrigam os refugiados.

O representante do Acnur no Brasil, José Egas, disse que a ação foi resultado de uma parceria com o setor privado e outros doadores.

Muitos venezuelanos que foram para o distrito federal, saíram de Roraima para buscar uma vida mais estável para as suas famílias.

 

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