Angelina Jolie dirige debate sobre ensino para refugiados após pandemia
BR

14 julho 2020

Mesa redonda contou com a atriz e enviada especial da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, e a diretora do fundo global A Educação Não Pode Esperar, Yasmine Sherif; discussão é patrocinada por Canadá e Reino Unido.

Como será o processo da educação de crianças e jovens refugiados após a pandemia da Covid-19? Este foi o tema de uma mesa redonda virtual realizada na segunda-feira por agências da ONU, parceiros e representantes de governos.

O evento, dirigido pela atriz embaixadora da Boa Vontade, Angelina Jolie, foi aberto pela chefe da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Audrey Azoulay. 

No campo de refugiados de Dera, na Síria, os jovens refugiados palestinos continuam estudando apesar das restrições da pandemia da Covid-19. Foto: © Unrwa

Processo

O fechamento das escolas em todo o mundo não só interrompeu o processo de aprendizado para mais de 1 bilhão de alunos, mas também ameaçou a continuidade da educação para muitos estudantes principalmente refugiados.

Durante o evento, que contou com a participação da diretora do fundo global A Educação Não Pode Esperar, ECW, Yasmine Sherif, foi ressaltado que mesmo antes da pandemia, as crianças refugiadas corriam o dobro do risco de não terminar os estudos, apesar dos progressos alcançados.  O ECW realiza projetos sobre educação em situações de emergências humanitárias e conflitos.

De uma média de 63% dos alunos refugiados matriculados na escola primária, apenas 24% seguem para o nível secundário.

Reflexões

O debate é patrocinado pelo Canadá e pelo Reino Unido.  Além de Angelina Jolie, a discussão contou com a presença da ministra de Desenvolvimento Internacional do Canadá, Karina Gould, e do alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. Participaram também estudantes já formados e os ministros da Educação de Camarões, Quênia e Paquistão.  

A subsecretária britânica das Relações Exteriores, baronesa Sugg, resumiu as reflexões da mesa redonda, que destacou os riscos de retrocessos na educação de refugiados por causa da pandemia.

UNICEF
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Pacto Global

Em algumas áreas, metade das meninas refugiadas matriculadas na escola correm risco de não retomar os estudos após as escolas reabrirem. 
O grupo afirmou que existem desdobramentos positivos, no entanto, com vários governos incluindo os refugiados em respostas pós-pandemia como o debate sobre educação a distância e outros compromissos assumidos no Pacto Global sobre os Refugiados.
 
A discussão com quase duas horas de duração foi transmitida ao vivo por redes sociais como o YouTube.

 

 

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