União Europeia ajuda a promover ação climática em Moçambique
BR

1 julho 2020

PMA e FAO implementarão iniciativa Ação Pró-Resiliência em programas até 2022; pessoas vulneráveis e sob risco de enfrentar insegurança alimentar serão priorizados.

Duas agências das Nações Unidas deverão implementar um projeto de ação climática em Moçambique financiado pela União Europeia.

Até 2022, a Ação Pró-Resiliência, PRO-ACT, envolverá o Programa Mundial de Alimentação, PMA, e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO. O projeto recebeu um financiamento de US$ 3 milhões da União Europeia para executar suas ações em duas províncias em três anos.

Segurança alimentar

No ano passado, Moçambique sofreu dois desastres naturais com a passagem dos ciclones Idai e Kenneth, além disso a nação africana registou um aumento da temperatura de 1º C nos últimos anos. Estima-se que até 2050 essa taxa possa triplicar.

Ciclones Idai e Kenneth colocam dificuldades ao desenvolvimento económico de Moçambique, by ONU/Eskinder Debebe

Daniela Cuellar, do Programa Mundial de Alimentação, explicou à ONU News, de Maputo, que a base de dados sobre segurança alimentar e meios de subsistência faz prever uma tendência de clima mais quente e seco.

“Como parte desses esforços, e com o apoio da União Europeia, o PMA trabalhou com o governo para estabelecer o primeiro sistema de alerta de aviso prévio da seca. Através desse trabalho, temos melhorado o monitoramento e a prevenção da seca, o monitoramento a tempo real da campanha agrícola e mais, o planeamento de contingência baseado em riscos. Olhando para o futuro, esperamos usar estas ferramentas para apoiar a resposta antecipada aos riscos de seca e coletar as lições aprendidas que podem ser úteis.”

Os beneficiários do PRO-ACT serão pessoas vulneráveis e em risco de enfrentar insegurança alimentar nas províncias de Gaza, no sul, e Tete no centro.

Seca

O projeto quer melhorar a proteção social, a capacidade de adaptação e a resposta aos impactos das mudanças climáticas nas áreas mais propensas à seca.

A base da iniciativa serão as previsões sazonais e meteorológicas para mitigar desastres nos níveis da comunidade e do governo. A expetativa é ajustar as atividades a fim de reduzir as perdas de meios de subsistência dos afetados.

Em Tete, pequenos agricultores terão mais acesso a bens, conhecimentos, informações climáticas e ações sobre alerta e resposta rápidos. Mais de 10 mil afetados por desastres podem receber assistência a cada seis meses.

Escolas

Para melhorar a resiliência e a produtividade dos pequenos produtores, a FAO criará 40 escolas de campo para mil famílias em distritos propensos à seca em Gaza.

Moçambique é o terceiro país mais propenso a desastres climáticos na África que incluem secas, inundações, ciclones e tempestades tropicais.

PMA
Vista aérea das áreas em Moçambique que foram afetadas pelo ciclone Idai.

 

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