México tem que proteger defensoras de direitos humanos, diz relatora da ONU
BR

1 julho 2020

Em comunicado, especialista expressou preocupação com casos de ameaça, intimidação e assassinatos de mulheres ativistas e pediu ao governo mexicano que garanta a integridade física delas.

A relatora especial* sobre a situação das mulheres defensoras de direitos humanos pediu ao governo do México que proteja as ativistas do país de casos de violência.

Em comunicado, Mary Lawlor, disse ter recebido relatos de ameaças e violações, e até casos de assassinatos, de ativistas femininas no México, que pertencem ao Consórcio de Oaxaca. O documento foi endossado por seis outras relatoras independentes.

Impunidade

No México, mãe guarda foto da filha que foi assassinada. , by ONU Mulheres/Ina Riaskov

O Consórcio de Oaxaca, que atual no sul do México, advoga pelos direitos humanos e igualdade de gênero. O Consórcio também luta pelo fim da impunidade de autores de crimes cometidos contra mulheres incluindo o feminicídio.

A relatora afirmou que o nível de vulnerabilidade de defensores de direitos humanos mexicanos é extremamente preocupante. E ainda mais perturbador é saber que as mulheres enfrentam riscos enormes por lutar por esses direitos.

Mary Lawlor disse que a impunidade e a corrupção no sistema judiciário encorajam a criminalidade e minam a luta contra a violência de gênero.

No último dia 15, o Consórcio de Oaxaca recebeu uma bolsa contendo pedaços que pareciam ser da cabeça de um animal e uma nota atribuída a um grupo criminoso. O incidente ocorreu após a organização ter pedido justiça para um caso ainda não esclarecido pela polícia do feminicídio da jornalista María del Sol Cruz Jarquín, assassinada há dois anos.

Jornalista

A mãe da jornalista é uma das ativistas mais conhecidas da campanha “Até que a Justiça Seja Feita” e que pede punição para casos de assassinato de defensoras de direitos humanos, além de reparações e verdade.

A relatora especial disse que o México tem obrigações internacionais e que deve assegurar a proteção das ativistas contra violações cometidas por agentes da lei ou entidades privadas.

Lawlor afirmou que o México deve adotar medidas para evitar novas feridas e reparar feridas que já existem. Segundo a relatora especial, a violência de gênero continua recorrente no México e sem a devida punição.

Ela pediu ao governo mexicano que tome as providências necessária para responder às ameaças à vida e à integridade física de qualquer mulher defensora dos direitos humanos no país.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho.

Foto: FAO/R. Grisolia
Mulheres carregam cestos com milho no México

 

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