Passar para o conteúdo principal

São Cristóvão e Névis, no Caribe, adere a plano para gerenciar macacos invasores BR

Pesquisadores avaliam danos causados a plantações em 65 fazendas da Ilha de São Cristóvão.
ONU
Pesquisadores avaliam danos causados a plantações em 65 fazendas da Ilha de São Cristóvão.

São Cristóvão e Névis, no Caribe, adere a plano para gerenciar macacos invasores

Assuntos da ONU

Em comunicado, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, informou que dezenas de milhares de macacos verdes, que chegaram ao local no século 17 vindos do oeste da África, ameaçam espécies nativas e plantações inteiras; Barbados também enfrenta incidente.

A Agência da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, e o governo de São Cristóvão e Névis, no Caribe, estão cooperando para responder a ameaças causadas por macacos verdes no país.

Conhecido por turistas pelas praias e florestas tropicais assim como mais de 60 mil macacos verdes, o país, formado pelas Ilhas de São Cristóvão e de Névis, informou que os primatas estão pressionando outras espécies nativas e dizimando as lavouras.

Produção de alimentos

Os macacos verdes, originários do oeste da África, chegaram ao país caribenho como “animais de estimação exóticos”, levados por colonizadores europeus.

O diretor de Agricultura, Melvin James, contou que macacos e javalis causam prejuízos grandes à produção de alimentos todos os anos.

As Américas tiveram leve recuperação no mês de junho e quedas ligeira de chegadas internacionais durante todo mês de outubro. Isso se deu por causa da reabertura de alguns destinos em países caribenhos
Macacos estão afetando outras nações caribenhas como Barbados., by ONU

Somente em 2018, foram perdidas 90 toneladas de alimentos, o equivalente à produção de um mês, com a invasão desses animais às lavouras da Ilha de São Cristóvão.

O país, que fica no oeste do Caribe, é rico em biodiversidade, mas muitas espécies são vulneráveis à invasão de outros animais.

Biodiversidade

Graças à cooperação do Pnuma e parceiros com o governo de São Cristóvão e Névis, será possível criar um plano de gerenciamento sustentável da população de macacos verdes. Os organizadores querem pesquisar o impacto desses primatas sobre a biodiversidade, agricultura, turismo e lares do país.

Um dos especialistas contou que os macacos verdes estão se tornando um problema em outras nações caribenhas como Barbados.

A chefe dos pesquisadores, Kerry Dore, disse que a equipe dela está monitorando danos causados a plantações em 65 fazendas da Ilha de São Cristóvão, além de analisar o prejuízo econômico sobre a agricultura.

Predadores

Os macacos têm preferência por uma série de espécies nativas da flora caribenha. Os pesquisadores também estão acompanhando o comportamento de pássaros na ilha e dos macacos como predadores.

Dore explicou, que em termos gerais, as espécies invasoras são a ameaça número um para a biodiversidade das ilhas. Para ela, o mais importante é reunir informações relevantes que possam auxiliar o governo a tomar as medidas necessárias para enfrentar o problema. O trabalho para avaliar o impacto dos macacos sobre o turismo e os lares da ilha deve começar no outono deste ano.

Ciência-cidadã

O Pnuma informou que a cooperação regional com Barbados está ocorrendo com uma iniciativa de ciência-cidadã para analisar o número e densidade da população primata no país.

Para o especialista em biodiversidade Christopher Cox, a propagação das espécies invasoras e a degradação do ecossistema por atividades humanas são uma das maiores ameaças para a fauna e a flora da região.

Para ele, o risco de introdução de espécies exóticas que causem danos ao habitat deve continuar, mas o importante é manter a recuperação científica para que primatas, seres humanos e espécies nativas possam coexistir e que a biodiversidade do Caribe continue a florescer