Conselho de Segurança debate grave situação humanitária na Síria
BR

29 junho 2020

Encontro ocorre à véspera da Conferência de Doadores para o país; subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, destacou que 2,8 milhões de pessoas no noroeste precisam de auxílio urgente.

A grave situação humanitária na Síria está sendo tema de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira. Na reunião, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, destacou que 2,8 milhões de pessoas no noroeste precisam de auxílio urgente.

Fatores como deslocamento em massa de quase 1 milhão de sírios no início deste ano e dificuldades econômicas agravadas pelo impacto regional da  Covid-19 levaram os civis do noroeste a ficar mais vulneráveis.

Sistema de saúde

Criança em Alepo, na Síria, onde o conflito já dura há nove anos , by PMA/Khudr Alissa

Lowcock destacou que o sistema de saúde da Síria não está preparado para um surto em larga escala, horas depois de uma atualização das Nações Unidas alertando sobre o conflito agravado pelo impacto direto e indireto da pandemia.

O chefe humanitário disse que os níveis atuais de assistência prestada através da fronteira estão longe de ser suficientes. Ele lembrou que devido à grande crise humanitária no noroeste, a operação transfronteiriça precisa ser ampliada.

Lowcok alertou ao Conselho que sem estender a autorização transfronteiriça, a ONU terá de interromper a ajuda humanitária. Assim, terminariam as entregas de alimentos e o apoio aos centros de nutrição provocando “sofrimento e morte”.

A situação na Síria representa uma das maiores e mais complexas emergências humanitárias do mundo, atualmente com 11,1 milhões de necessitados. Destes, cerca de 4,7 milhões precisam de apoio de emergência.

Recursos médicos

A ONU está apoiando comunidades vulneráveis ​​na Síria durante a pandemia de coronavírus., by Pnud Syria

Até agora, 26,4% dos US $ 3,4 bilhões do Plano de Resposta Humanitária de 2020 foram financiados. Para resposta ao Covid-19, somente 16,2% dos US$ 384 milhões foram colocados ao dispor das agências.

No evento, a diretora de Política e assessora sênior da ONG Médicos para Direitos Humanos, Susannah Sirkin, apontou a superlotação e a falta de recursos médicos e

alimentares como fatores que tornam o nordeste mais propenso à expansão do coronavírus.

Ela alertou para um “pendente colapso” do sistema de saúde e pediu que o mundo tenha em conta o sacrífico feito por profissionais de saúde que estão em áreas afetadas pelos combates.

A representante também chamou a atenção internacional para desafios como o cansaço físico e psicológico destes trabalhadores, após nove anos de conflito. Ela pediu assistência humanitária, a abertura dos acessos e a renovação de mecanismo para o fornecimento de ajuda de Al Arabiya.

UNFPA Síria
Assistentes sociais na Síria falam com mulheres em isolamento

 

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