Embaixador turco Volkan Bozkir será o próximo presidente da Assembleia Geral
BR

17 junho 2020

Diplomata era o único candidato e sucede o nigeriano Tijjani Muhammad-Bande; cinco membros não-permanentes do Conselho de Segurança também foram eleitos; Portugal foi eleito para um assento no Conselho Econômico e Social da ONU; votação foi realizada de forma inédita devido à pandemia de Covid-19.

Os Estados-membros da ONU escolheram esta quarta-feira um novo presidente da Assembleia Geral, cinco membros não-permanentes do Conselho de Segurança e 18 Estados-membros para o Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, incluindo Portugal. 

A votação foi feita presencialmente, na sede da ONU, em Nova Iorque, com os embaixadores de cada país votando de forma isolada e usando medidas de proteção contra a pandemia de Covid-19. Foram 24 representantes por hora para evitar aglomeração e risco de contaminação.

Assembleia Geral

Sobre a forma como decorreu a votação, o atual presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad-Bande, disse na sua conta no Twitter que “apesar da sala parecer mais vazia do que é normal, o seu espírito democrático nunca esteve tão cheio.”

O embaixador turco Volkan Bozkir era o único candidato para presidir a 75ª sessão da Assembleia Geral e recebeu 178 votos dos 192 possíveis. Bozkir inicia o mandato de um ano em setembro, sucedendo a Muhammad-Bande.

Em maio, em entrevista à ONU News, o diplomata e parlamentar turco disse que a pandemia de Covid-19 destacou o “papel crucial” da ONU e de suas agências.

Durante um diálogo interativo virtual com os Estados-membros, Volkan Bozkir, afirmou que a crise “é um lembrete direto da importância de um multilateralismo efetivo e, particularmente, do papel crucial da ONU e de suas agências.”

Segundo Bozkir, “um mundo livre de Covid-19 exigirá o mais extenso esforço de saúde pública e recuperação social em todo o mundo.” Ele disse que “reconstruir melhor deve ser o lema.”

Bozkir atua como diplomata há quase 40 anos. Em 2015 e 2016, foi ministro dos Assuntos Europeus do governo turco e foi o principal negociador das conversações com a União Europeia para o país aderir à organização.

Conselho de Segurança

Dentre os 10 assentos não-permanentes no Conselho de Segurança, cinco foram atribuídos esta quarta-feira para mandatos de dois anos que começam em 2021. Para serem eleitos, os países precisam de uma maioria de dois terços dos votos.

Dos dois lugares reservados para países da África e Ásia-Pacífico, foi escolhida a Índia e o Quênia. Nem o Quênia neo Djibouti conseguiram os dois terços necessários na quarta-feira, por isso uma segunda volta foi realizada na quinta-feira, onde os quenianos conseguiram 129 votos, contra 62 do Djibouti.

Volkan Bozkir lidera a Assembleia Geral a partir de meados de setembro, ONU/Manuel Elias

Para o único lugar reservado para nações da América Latina e Caribe, foi escolhido o México, o único candidato.
Por fim, para os dois assentos dos Estados Ocidentais da Europa e Outros Estados, existiam três candidatos para duas posições, Canadá, Irlanda e Noruega. Irlanda e Noruega acabaram sendo escolhidos, com o Canadá recebendo menos 20 votos do que Irlanda.

Os novos membros irão substituir África do Sul, Alemanha, Bélgica, Indonésia e República Dominicana.

Ecosoc

Por fim, os Estados-membros votaram em 18 novos países para o Ecosoc. O órgão tem 54 membros, que cumprem mandatos de três anos. 

Com 182 votos, Portugal foi o mais votado na região da Europa Ocidental e outros Estados, ao lado da Áustria, França, Alemanha e Reino Unido. O país começa seu mandato a 1 de janeiro de 2021. Angola e Brasil também estão no órgão, terminando seus mandatos no final do próximo ano. 

De África, foram confirmados Libéria, Líbia, Madagascar, Nigéria e Zimbábue. Três lugares estavam reservados para os Estados da Ásia Pacífico, que serão ocupados pela Indonésia, Japão e Ilhas Salomão. 

A Bulgária foi eleita para a região dos Estados Europeus Orientais. Por fim, para a América Latina e Caribe, que tinha quatro vagas disponíveis, foram escolhidos Argentina, Bolívia, Guatemala e México.  

ONU/Eskinder Debebe
Vários países eram candidatos para as cinco vagas como membros não-permanentes do Conselho de Segurança

 

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