OMS: “resultados positivos” em medicamento que reduz mortalidade de Covid-19
Pesquisa no Reino Unido sugere que dexametasona, um tipo de esteroide, reduz chance de mortalidade em quem recebe oxigênio em cerca de 20%; em pacientes usando respiradores, caiu cerca de um terço; mundo tem mais de 8 milhões de casos do novo coronavírus.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, destacou esta quarta-feira uma pesquisa clínica com resultados positivos para o uso de dexametasona, um tipo de esteroide, para tratar a Covid-19.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que “esta é uma notícia muito bem-vinda para os pacientes com formas graves da doença.”
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O estudo, Recovery, foi realizado no Reino Unido e mostrou que o uso da droga em pacientes recebendo oxigênio reduz a mortalidade em cerca de um quinto. Já os doentes em respiradores foram salvos em mais de um terço dos casos.
O medicamento é mais apropriado a quem precisa de auxílio de aparelhos para respirar.
Tedros agradeceu “ao governo do Reino Unido, à Universidade de Oxford e aos muitos hospitais, pesquisadores, pacientes e famílias” que contribuíram para esse avanço.
Nesse momento, a agência está analisando vários ensaios clínicos sobre o tema. A OMS irá atualizar a diretrizes clínicas para refletir como e quando o esteroide deve ser usado contra a pandemia.
Pesquisa
Segundo Tedros, são necessários mais medicamentos para combater o vírus incluindo entre pessoas com sintomas mais leves.
Em meados de fevereiro, a OMS convocou um Fórum de Pesquisa e Inovação da Covid-19, com centenas para desenvolver diagnósticos, terapêuticos e vacinas de qualidade.
Ali, os pesquisadores começaram a estudar o potencial de medicamentos incluindo esteroides. A OMS criou depois um protocolo básico, que foi adaptado e usado por especialistas de todo o mundo.
Tedros disse que, nas próximas semanas e meses, a agência espera “mais tratamentos para melhorar os resultados dos pacientes e salvar vidas.”
Balanço
Enquanto o mundo procura soluções, os governos devem continuar esforços para prevenir o maior número possível de infecções.
Até esta quarta-feira, havia mais de 8 milhões de casos e mais de 435 mil pessoas morreram.
O número de infecções baixa na Europa, mas sobe rapidamente nas Américas, África e Sul da Ásia.
Tedros disse que, apesar dos números, existem “sinais de esperança que mostram que, com solidariedade global, a humanidade pode superar essa pandemia.”
Máscaras e contatos
Ele destacou “bons exemplos” de muitos países que combateram o vírus usando uma combinação de testes, rastreamento e quarentena.
A capacidade dos laboratórios também aumentou dramaticamente em todo o mundo, para identificar onde está o vírus e informar as ações do governo.
Além disso, foram criados centros de distribuição, que permitem levar rapidamente milhões de máscaras cirúrgicas, materiais de proteção e suprimentos médicos a quem mais precisa. Empresas de tecnologia também desenvolveram aplicativos que ajudam a rastrear contatos.