Secretário-geral envia nota de pesar pela morte do presidente do Burundi BR

O presidente Pierre Nkurunziza, do Burundi, discursando na Assembléia Geral das Nações Unidas em setembro de 2011.
ONU/Lou Rouse
O presidente Pierre Nkurunziza, do Burundi, discursando na Assembléia Geral das Nações Unidas em setembro de 2011.

Secretário-geral envia nota de pesar pela morte do presidente do Burundi

Assuntos da ONU

Pierre Nkurunziza sofreu uma parada cardíaca na terça-feira; secretário-geral destaca que Nações Unidas estão dispostas a apoiar governo e povo do país africano; líder burundês se preparava para deixar o poder em agosto após 15 anos no posto.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enviou condolências ao governo e ao povo do Burundi pela morte do presidente Pierre Nkurunziza ocorrida nessa terça-feira.

De acordo com autoridades do país, o chefe de Estado burundês de 55 anos, perdeu a vida após uma parada cardíaca.

Solidariedade

Armas sendo destruídas no Burundi.
Armas sendo destruídas no Burundi., by ONU Foto/Martine Perret

Em mensagem enviada pelo seu porta-voz, Guterres expressou solidariedade à família do presidente. Nkurunziza deixaria o cargo em agosto, após 15 anos poder. Um de seus aliados políticos, o general Evariste Ndayishimiye, foi eleito para o cargo em 20 de maio.

O secretário-geral reafirma que as Nações Unidas estão dispostas a apoiar o governo e o povo do Burundi “a enfrentar a pandemia da Covid-19 e nos esforços para criar um futuro estável, próspero e pacífico” para todos os cidadãos.

Mal-estar

Agências de notícias dizem que Nkurunziza foi internado no sábado depois de um mal-estar. A situação piorou na segunda-feira e veio a culminar com a parada cardíaca.

O líder do Burundi estava no terceiro mandato. A reeleição dele levou o país a uma onda de instabilidade política, iniciada em 2015. Desde esse período, o país africano sofreu uma tentativa frustrada de golpe, centenas de pessoas morreram e dezenas de milhares fugiram para as nações vizinhas.

Refugiados do Burundi no assentamento Mulongwe em Kivu do Sul, República Democrática do Congo
© Acnur/Georgina Goodwin
Refugiados do Burundi no assentamento Mulongwe em Kivu do Sul, República Democrática do Congo