Secretário-geral envia nota de pesar pela morte do presidente do Burundi
BR

10 junho 2020

Pierre Nkurunziza sofreu uma parada cardíaca na terça-feira; secretário-geral destaca que Nações Unidas estão dispostas a apoiar governo e povo do país africano; líder burundês se preparava para deixar o poder em agosto após 15 anos no posto.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enviou condolências ao governo e ao povo do Burundi pela morte do presidente Pierre Nkurunziza ocorrida nessa terça-feira.

De acordo com autoridades do país, o chefe de Estado burundês de 55 anos, perdeu a vida após uma parada cardíaca.

Solidariedade

Armas sendo destruídas no Burundi., by ONU Foto/Martine Perret

Em mensagem enviada pelo seu porta-voz, Guterres expressou solidariedade à família do presidente. Nkurunziza deixaria o cargo em agosto, após 15 anos poder. Um de seus aliados políticos, o general Evariste Ndayishimiye, foi eleito para o cargo em 20 de maio.

O secretário-geral reafirma que as Nações Unidas estão dispostas a apoiar o governo e o povo do Burundi “a enfrentar a pandemia da Covid-19 e nos esforços para criar um futuro estável, próspero e pacífico” para todos os cidadãos.

Mal-estar

Agências de notícias dizem que Nkurunziza foi internado no sábado depois de um mal-estar. A situação piorou na segunda-feira e veio a culminar com a parada cardíaca.

O líder do Burundi estava no terceiro mandato. A reeleição dele levou o país a uma onda de instabilidade política, iniciada em 2015. Desde esse período, o país africano sofreu uma tentativa frustrada de golpe, centenas de pessoas morreram e dezenas de milhares fugiram para as nações vizinhas.

© Acnur/Georgina Goodwin
Refugiados do Burundi no assentamento Mulongwe em Kivu do Sul, República Democrática do Congo

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud

 

Rastreador de notícias: últimas sobre o tema

ONU: assassinato de boina-azul do Burundi pode ser considerado crime de guerra

Secretário-geral e Conselho de Segurança emitiram nota condenando o crime e a incitação à violência contra a Missão de Paz na República Centro-Africana, Minusca. 

Alta comissária da ONU relata situação dos direitos humanos no mundo

Michelle Bachelet discursou na sessão anual do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra; ela citou protestos no Chile e no Equador, proteção ambiental nos Estados Unidos, terrorismo na Nigéria, conflitos em Camarões e pediu transparência e prestação de contas sobre o caso do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, entre outros tópicos sobre o tema.