Mais de 9 milhões de professores sem treinamento profissional durante pandemia
BR

2 junho 2020

Fechamento de escolas afetou 64 milhões de docentes no mundo; na África Subsaariana quase metade da força de trabalho na sala de aula não é treinada para ensinar a distância; e dos 1,7 bilhões de alunos, 706 milhões não podem aprender desta forma por falta de acesso à internet.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirma que a pandemia de Covid-19 gerou uma crise na educação não somente com o fechamento das escolas, mas com a falta de treinamento adequado para ensino a distância por parte dos professores.

Dos 63 milhões de docentes afetados cerca de 9,1 milhões não receberam qualquer treinamento nessa área e encontram dificuldade para adaptar-se ao novo quadro. Um outro problema é que quase metade dos alunos não têm acesso à internet tornando o ensino a distância um desafio. Nesses casos, os alunos têm que seguir a grade escolar por programas de TV e rádio, um modelo que não é parte da realidade de muitas escolas pegas de surpresa pela pandemia.

Regiões

Os dados foram publicados pela Força-Tarefa de Professores, que tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e da União Internacional de Telecomunicações, UIT.

Segundo a pesquisa, o problema é mais grave na África Subsaariana, onde 42% dos professores, ou 2,7 milhões, não têm formação. Na Ásia Central e do Sul, 3,3 milhões de professores estão nessa situação, 24,5% do total da força de trabalho.  Já na América Latina e no Caribe, 894 mil profissionais sem a formação específica estão sendo afetados, ou 14% do total. 

Ao mesmo tempo, 706 milhões de 1,75 bilhão de alunos no mundo não têm acesso à internet. O Unicef diz que “os dados revelam a escala do desafio educacional gerado pela Covid-19.”

Encontro

Esses desafios foram discutidos no encontro Professores do Mundo Unidos, que aconteceu em 26 de maio. 
Durante a conferência virtual, surgiram nove forças-tarefa de professores sobre o novo coronavírus e o futuro da educação. Esses grupos devem fornecer experiência e perspectivas variadas de docentes de todos os continentes a governos e organismos internacionais. Os eventos devem cobrir temas como acesso de confiança à internet para todos, soluções quando não há internet e ambiente seguro quando as escolas reabrirem.

Algumas das forças-tarefas, já em funcionamento, criaram um conjunto de ferramentas com dicas práticas e listas de verificação para os líderes das escolas, para garantir a segurança e bom funcionamento no retorno à escola.

 

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