Nações Unidas prestam tributo a 83 boinas-azuis mortos em serviço no ano passado
BR

28 maio 2020

Organização marca o Dia Internacional dos Boinas-Azuis nesta sexta-feira; secretário-geral deposita coroa de flores e concede medalha póstuma; brasileira Carla Monteiro de Castro Araújo é Prêmio Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU com indiana Suman Gawani.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciará a concessão de medalha póstuma a 83 militares, policiais e forças de paz civis que perderam a vida servindo à organização em 2019. 

Nesta sexta-feira, a organização marca o Dia Internacional dos Boinas-Azuis depositando uma coroa de flores no Memorial das Forças de Paz, em Nova Iorque. A homenagem é feita a todos os boinas-azuis que perderam a vida desde 1948, quando a ONU realizou sua primeira missão de paz.

Brasileira

Ganhadoras do Premio Defensora Militar da Igualdade de Gênero de 2020, a major Suman Gawani e a comandante Carla Monteiro de Castro Araújo., by Unmiss/Minusca/Hervé Serefio

Para marcar o dia internacional, celebrado em 29 de maio, a ONU fará numa cerimônia virtual do Prêmio Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU. Nesta edição 2020, a distinção será dada à comandante brasileira Carla Monteiro de Castro Araújo, que atua na República Centro-Africana, e à major Suman Gawani, da Índia, que serviu no Sudão do Sul.

Pela primeira vez, o prêmio reconhece, simultâneamente, a duas militares. Elas foram escolhidas pela dedicação e esforço na promoção dos princípios da Resolução de Segurança 1325 sobre mulheres, paz e segurança. O documento foi adotado há 20 anos.

Em vídeo, o secretário-geral António Guterres prestou homenagem a mais de 1 milhão de homens e mulheres que serviram como forças de paz das Nações Unidas, além dos mais de 3,9 mil mortos cumprindo esse dever.

O chefe da ONU agradece aos 95 mil civis, policiais e militares atuando no mundo, diante de “um dos maiores desafios de todos os tempos: cumprir seus mandatos de paz e segurança enquanto ajudam os países a enfrentar a pandemia da Covid-19. ”

Comunidades

Este ano, a data é observada sob o tema Mulheres em Manutenção da Paz, para realçar o papel feminino nessas operações. Guterres disse “as mulheres geralmente têm maior acesso a comunidades”, o que permite melhorar a proteção dos civis e promover os direitos humanos  melhorando o desempenho geral.

O secretário-geral afirmou que mulheres continuam representando apenas 6% do pessoal militar, policial, de justiça que operam em missões.

Para Guterres, é preciso fazer mais para se alcançar a representação equilibrada das mulheres em todas as áreas de paz e segurança.

O subsecretário-geral das Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, também defende a participação feminina “significativa, igual e plena” em operações para manter a paz, nos processos políticos e na pacificação.

Para o chefe das Operações de Paz,  à medida que os militares continuam realizando seu trabalho em meio às restrições apresentadas pela pandemia “é essencial proteger os civis e construir uma paz duradoura”. 

Covid-19

Lacroix disse ainda que as mulheres servindo em missões desempenham um papel essencial ajudando comunidades a combater a Covid-19 e “devem ser uma parte central de todas as respostas internacionais, nacionais e locais”.

Em 2002, a Assembleia Geral decidiu que o Dia Internacional das Forças de Paz deveria homenagear os boinas-azuis. Em 29 de maio de 1948 foi aberta a primeira missão de manutenção da paz. Foi a Organização da ONU Para a Supervisão da Trégua, Untso, que operou no Oriente Médio.

Foto ONU/Gema Cortes
Boinas-azuis do Senegal em exercícios da Minusma

 

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