Chefe da ONU diz que tarefa de erradicar pobreza “nunca foi tão desafiadora, urgente e necessária” BR

Dia Mundial da Habitação, marcado neste 5 de outubro, ressalta situação de moradores de assentamentos informais.
Ocha/Gemma Cortes
Dia Mundial da Habitação, marcado neste 5 de outubro, ressalta situação de moradores de assentamentos informais.

Chefe da ONU diz que tarefa de erradicar pobreza “nunca foi tão desafiadora, urgente e necessária”

Assuntos da ONU

Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, discutiu  atividades operacionais da organização no setor do desenvolvimento; para secretário-geral, pandemia de covid-19 destaca urgência de conquistar metas da Agenda 2030.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esta terça-feira que “a tarefa de erradicar a pobreza e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nunca foi tão desafiadora, urgente e necessária.”

O chefe das Nações Unidas participou em um encontro pela internet do Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, que discutiu as atividades operacionais da organização no setor do desenvolvimento.

Prioridades

António Guterres disse que a Covid-19 expôs fragilidades em todo o mundo, com os mais vulneráveis sendo as maiores vítimas, e destacou três ações prioritárias para as Nações Unidas.

Primeiro, ajudar urgentemente a conter o impacto da pandemia e suprimir a transmissão do vírus. Em segundo lugar, proteger as conquistas de desenvolvimento e reduzir os impactos socioeconômicos. Por fim, garantir que os esforços nacionais, regionais e globais de recuperação seguem os objetivos da Agenda 2030 e do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas.

Urgência

Já a presidente do Ecosoc, Mona Juul, disse que é necessário definir prioridades, mas "não se trata de fazer uma escolha entre resposta à Covid-19 ou Agenda 2030".

Segundo ela, o compromisso da ONU com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não mudou. A pandemia apenas veio destacar a sua urgência. 

Com as pessoas e os países mais vulneráveis sendo os mais atingidos, a presidente do Ecosoc disse que o vírus é "uma lembrança forte" das desigualdades estruturais que afetam o mundo. Segundo ela, a resposta da ONU “não deve deixar ninguém para trás."

A secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, também participou no encontro.

Alicia Bárcena disse que que a pandemia expôs falhas estruturais e que, por isso, “voltar ao normal não deve ser o caminho escolhido.” Segundo ela, é preciso “repensar o modelo de desenvolvimento e consolidar as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.”