FAO pede US$ 350 milhões para evitar aumento da fome durante pandemia
BR

18 maio 2020

Dinheiro será usado para reforçar ações emergenciais em países como Haiti, Paquistão, Síria, Somália e Sudão do Sul; chefe da agência diz que conta será mais alta caso não se tomem medidas agora. 

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura,FAO, pediu US$ 350 milhões para conter o avanço da fome nos países mais afetados pelos efeitos da Covid-19.

Com a falta de acesso aos campos e plantações, o risco de insegurança alimentar aumenta, e segundo o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, a conta final será mais cara caso não se tomem providências agora.

Mulher deslocada na Somália. Foto: PMA/Karel Prinsloo

Rebanhos

Muitos agricultores estão sem apoio para salvar as plantações e seus rebanhos. A FAO alerta que a situação é grave e terá efeito na redução da produção de alimentos no campo e nas cidades. 

A agência decidiu revisar sua resposta à pandemia com o apelo adicional de US$ 350 milhões atendendo a países Sudão do Sul, Somália, Síria, Paquistão e Haiti.

A FAO lembrou que em muitos países, a agricultura é o maior meio de subsistência e uma crise no setor terá consequências graves para as economias e as populações.

Pnud Syria
A ONU está apoiando comunidades vulneráveis ​​na Síria durante a pandemia de coronavírus.

Análise 

A pandemia pode custar mais vidas por causa da fome do que os mortos pela infecção, segundo a análise de vários líderes internacionais, lembrou a agência.

Mesmo antes da pandemia, cerca de 135 milhões de pessoas estavam em crise de insegurança alimentar. Deste total 27 milhões estavam
na iminência de passar fome.

 

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