Dezenas de milhares de centro-americanos ameaçados por insegurança e pandemia
BR

15 maio 2020

Agência da ONU para Refugiados, Acnur, diz que restrições impostas por Covid-19 estão arriscando vidas e exacerbando dificuldades; mais de 720 mil pessoas fugiram de suas casas em 2019 por causa da violência. 

Grupos criminosos e gangues na América Central estão se aproveitando das restrições de movimento impostas por causa da pandemia para aumentar seu controle em comunidades da região.

O alerta foi feito pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur. Desde o início da pandemia, países como El Salvador, Honduras e Guatemala têm registrado aumento em casos de extorsão, tráfico de drogas e violência de gênero. 

Muitos migrantes fogem da violência de gangues de El Salvador. Foto: Acnur/Marta Martinez

Casas 

A escalada da violência crônica e da insegurança foi agravada com as medidas contra a Covid-19 e estão pondo em risco a vida de dezenas de milhares de centro-americanos.

Antes mesmo da pandemia, mais de 720 mil pessoas haviam fugido de suas casas por causa da violência de grupos criminosos. Isso ocorreu no ano passado e quase a metade desses centro-americanos tornaram-se deslocados internos. Em Honduras, foram 247 mil e em El Salvador, 71,5 mil.

Proteção 

Líderes comunitários relatam que os criminosos estão ameaçando de morte, sequestrando ou desaparecendo com pessoas que se oponham às ordens de controle das gangues.

Com o confinamento, tornou-se mais difícil procurar e obter proteção. E os que têm de fugir para salvar suas vidas estão encontrando mais barreiras. 

Muitos centro-americanos estão perdendo seus sustentos por causa do fechamento da economia. E os mais vulneráveis sendo afetados com o colapso econômico do setor informal, onde atua grande parte dos trabalhadores. 

Acnur/Markel Redondo
Acnur diz que está aumentando o número de pessoas em fuga de países como El Salvador, Guatemala e Honduras.

Ganhos

Há relatos de que a falta de acesso a serviços básicos e as circunstâncias estariam levando muitas pessoas à exploração sexual e aumentando os riscos de abusos por parte dos criminosos. 

O Acnur acredita que os ganhos realizados nos últimos anos na cooperação com governos locais para atender os deslocados internos podem ser revertidos por causa da pandemia.

A agência da ONU atua na concessão de abrigos temporários, aconselhamento e na facilitação de informações para processos de asilo e reassentamentos dos centro-americanos que fogem da violência. 

 

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