Usuários de tabaco correm mais riscos com novo coronavírus, diz OMS
BR

13 maio 2020

Produto mata 8 milhões de pessoas por ano no mundo; mais de 7 milhões são consumidores diretos, o resto dos óbitos é de fumantes passivos.

A Organização Mundial da Saúde revela num estudo que usuários de tabaco e fumantes têm mais chances de contrair coronavírus de forma severa e até de morte.

Na pesquisa, divulgada no fim de abril, a agência sugere que a pandemia afeta fumantes mais fortemente do que os que não fumam.

Pulmões

O tabaco mata mais de 7 milhões de usuários por ano. E cerca de 1,2 milhão de fumantes passivos perdem a vida por causa do produto. 

O novo coronavírus ataca principalmente os pulmões. 

E o fumo que afeta as funções pulmonares dificulta o corpo a combater o vírus. O tabaco também é o principal fator de risco para doenças crônicas como diabetes, doenças coronárias, câncer e outras enfermidades. 

Ligação 

A OMS informou que está constantemente avaliando novos estudos para examinar a ligação entre o uso de tabaco e nicotina com a covid-19. 

A agência pediu a pesquisadores, cientistas e jornalistas cautela ao reproduzirem notícias infundadas de que tabaco e nicotina poderiam reduzir o risco do novo coronavírus. 

A OMS lembra que existem terapias comprovadas para parar de fumar. E quem em somente 20 minutos sem tabaco, o fumante pode perceber queda na pressão arterial e batidas elevadas do coração. Cerca de 12 horas após, os níveis de monóxido de carbono na corrente sanguínea voltam ao normal. 

Falta de ar

A partir de um mês, o ex-fumante percebe melhoras na respiração e menos sensação de falta de ar.

A OMS alerta para que usuários de tabaco se orientem por informações científicas relacionadas ao covid-19 sobre complicações para pacientes que fumam.

 

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