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ONU marca 40 anos de erradicação da varíola BR

Envelope de primeiro dia de circulação da Administração Postal das Nações Unidas , comemorando o 40º aniversário da erradicação da varíola, apresentando uma folha de selos com o logotipo da OMS e estátuas de vítimas.
ONU Selo das Nações Unidas comemorativo dos 40 anos de erradicação de varíola

ONU marca 40 anos de erradicação da varíola

Saúde

OMS faz paralelo à pandemia de covid-19, destacando esperança; até sexta-feira, tinham sido confirmados cerca de 3,8 milhões de casos do novo coronavírus e quase 260 mil pessoas tinham perdido a vida. 

Em 8 de maio de 1980, há exatamente 40 anos, a varíola foi declarada erradicada em todo o mundo. Até o momento, é a única doença que afeta humanos sendo erradicada globalmente.

Falando a jornalistas em Genebra, o diretor geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que isso “continua sendo o maior triunfo na história da saúde pública.”

Memória

Para Tedros Ghebreyesus, “a vitória da humanidade sobre a varíola é um lembrete do que é possível quando as nações se unem para combater uma ameaça comum à saúde.”

A humanidade viveu com varíola por pelo menos 3 mil anos. Apenas no século XX, o vírus matou cerca de 300 milhões de pessoas.

Muitas das ferramentas usadas na altura continuam sendo as mais eficazes na resposta a ameaças como ebola e covid-19, como campanhas de vigilância, rastreamento de contatos e ações de comunicação para informar populações afetadas.

A primeira vacina do mundo foi desenvolvida para esta doença, por Edward Jenner, em 1796, mas demorou 184 anos para sua erradicação. Embora tenha sido crucial, não foi suficiente. Para o chefe da OMS, “o fator decisivo foi a solidariedade global.”

Solidariedade

No auge da Guerra Fria, a União Soviética e os Estados Unidos da América uniram forças para conquistar esse inimigo comum. Tedros diz que, na altura, “reconheceram que os vírus não respeitam nações ou ideologias.”

Para ele, “essa mesma solidariedade é necessária agora mais do que nunca para derrotar a covid-19.”

Até essa sexta-feira, tinham sido confirmados cerca de 3,8 milhões de casos de covi-19 em todo o mundo. Quase 260 mil pessoas tinham perdido a vida. 

O chefe da OMS diz que histórias como a da varíola “têm um poder incrível de inspirar.” As pessoas lembram “do que é possível quando as nações se unem para enfrentar um inimigo comum.”

Segundo Tedros, a varíola mostrou que “se existe vontade, existe um caminho” e isso deu a confiança necessária para eliminar doenças como a poliomielite e a doença do verme-da-guiné.

Covid-19

Para o chefe da OMS, assim como a varíola, a covid-19 é um teste decisivo para a saúde pública e para a solidariedade global.

Tedros Ghebreyesus diz que a pandemia “está dando a oportunidade não apenas de combater uma doença, mas de mudar a trajetória da saúde global e de construir um mundo mais saudável, seguro e justo para todos.”

Segundo ele, este momento pode ajudar a alcançar uma cobertura universal de saúde, cumprindo o ideal que levou ao estabelecimento da OMS na década de 1940, saúde para todos.

Para marcar a data, as Nações Unidas emitiram um selo comemorativo.