Unicef pede a governos e doadores que mantenham serviços de saúde a mães e bebês
BR

8 maio 2020

Cerca de 116 milhões de nascimentos devem ocorrer nos próximos meses; pacientes sofrem com instalações sobrecarregadas por cuidados contra o novo coronavírus

 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, fez um alerta sobre a situação de cerca de milhões de bebês que devem nascer durante a pandemia do novo coronavírus.

 

Em comunicado, emitido às vésperas do Dia das Mães, em vários países, a agência diz que a pressão sobre os sistemas de saúde está ameaçando uma interrupção nos serviços necessários às grávidas e seus filhos.

Unicef/Jan Zammit
Mãe e filho em hospital na Mongólia após o parto

Fechamento

O Unicef pediu a governos e doadores que garantam os serviços para 116 milhões de partos e passos vitais que devem ser realizados neste período.

As grávidas já estão sendo afetadas por medidas de contenção e isolamento social assim como toques de recolher e o fechamento de instalações de saúde. Uma outra preocupação é a falta de equipamentos nos hospitais e de profissionais especializados em partos incluindo parteiras que foram remanejadas para tratar de pacientes afetados pela pandemia.

Foto: Unicef
Tedros contou que a Covid-19 sobrecarregou os sistemas de saúde, em muitos lugares, aumentando os riscos de complicações na gravidez e no parto para mães e bebês.

Contaminação

Muitas grávidas estão com medo de irem a centros de saúde por causa do risco de contaminação, como contou a chefe do Unicef Henrietta Fore.  

Por isso, muitas mulheres estão perdendo consultas de pré-natal e outros cuidados necessários na gravidez.

Os países com maior número de nascimentos esperados são Índia com mais de 20 milhões, China com 13,5 milhões, Nigeria com 6,4 milhões e Paquistão com 5 milhões.

A maioria já tinha altos níveis de mortalidade de recém-nascidos mesmo antes da pandemia.

Opas
Medo, ansiedade e incertezas são alguns dos efeitos psicológicos da pandemia experimentados por muitas grávidas.

Estados Unidos

O Unicef destaca ainda a situação de países desenvolvidos como os Estados Unidos. Cerca de 3,3 milhões de crianças devem nascer entre 11 de março a 16 de dezembro. Autoridades já começaram a analisar alternativas para centros de parto em Nova Iorque por causa do medo de muitas mulheres de utilizarem hospitais.

O Unicef pede apoio a governos para garantir o tratamento pré-natal, exames de última e serviços especializados assim como cuidados contra a covid-19, medidas de prevenção e controle de todas as infecções.

Um outro ponto importante são as visitas dos agentes de saúde aos domicílios e oportunidades de telemedicina.

Mesmo antes da pandemia, cerca de 2,8 milhões de grávidas e recém-nascidos morriam todos os anos. O número equivale a uma morte a cada 11 segundos e de causas evitáveis, na maioria dos casos.

 

 

 

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