Unesco marca Dia Mundial do Patrimônio Africano
BR

5 maio 2020

Data, criada em 2015, celebra heranças cultural e natural únicas do continente que tem apenas 12% de todos os sítios históricos inscritos pela Unesco; agência lista ameaças contemporâneas como mudança climática, caça furtiva e conflitos. 

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, marca neste 5 de maio o Dia Mundial do Patrimônio Africano. 

O objetivo é chamar a atenção para as riquezas culturais e naturais da África que tem grande parte de seus sítios históricos listada como patrimônios sob risco. De todas as inscrições patrimoniais da Unesco, apenas 12% estão no continente africano. A região é considerada subrepresentada.

Sede da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em Paris. Foto: Unesco

Desenvolvimento 

Deste total, 39% são listados como patrimônio sob perigo. 

A Unesco lembra que a África enfrenta várias ameaças como mudança climática, conflitos, caça furtiva, instabilidades e desenvolvimento descontrolado. 

Muitas das maravilhas africanas também correm risco de perderem seu status universal. 

Para a agência da ONU, existe uma urgência em proteger o patrimônio africano. A Unesco acredita que o vasto potencial cultural e natural da África é uma força no combate à pobreza e para promover inovação e desenvolvimento sustentável.

Banco Mundial/ Arne Hoel
Muitas populações de elefantes africanos são pequenas e fragmentadas e não estão bem protegidas, tornando-as ainda mais vulneráveis à caça ilegal.

Juventude 

Com o Dia Internacional, a agência quer aumentar a conscientização global sobre a herança africana com foco na juventude.

Para a Unesco, é preciso mobilizar cooperação para salvaguardar o patrimônio cultural e natural africano em todos os níveis. 

Em sua mensagem sobre o Dia, a diretora-geral da Unesco, Audrey Auzolay disse que a data celebra não somente as riquezas do continente, mas também os povos africanos como guardiães dessas heranças. 

Para ela, a manutenção eficiente de patrimônios históricos requer uma mescla de educação, formação, pesquisa e informação assim como a participação de toda a comunidade.

Nas redes sociais, siga o hashtag em inglês: 

#MyAfricanHeritage & #ShareOurHeritage

 

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