Três novos casos impedem fim do surto de ebola na RD Congo
BR

16 abril 2020

País africano esperava declarar esta semana que estava livre da doença, mas novas notificações interromperam planos das autoridades de saúde; até sexta-feira, tinham decorrido 54 dias sem qualquer caso e 40 dias desde que a última pessoa infetada tinha recebido alta.

Desde sexta-feira, 10 de abril, três novos casos de ebola foram confirmados na República Democrática do Congo, impedindo que o país declare o fim do surto. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, dois dos pacientes morreram e o terceiro esteve em contato com uma das vítimas. A agência informou que é provável que mais casos sejam identificados.

Progresso 

Funcionários de saúde em centro de tratamento do ebola em Katwa, na RD Congo, by Foto ONU/Martine Perret

Até 12 de abril, tinham sido confirmados 3,456 casos e 2,266 pessoas tinham perdido a vida.

A OMS disse que “foi feito um progresso enorme em circunstâncias muito difíceis.” Até sexta-feira, tinham decorrido 54 dias sem qualquer caso e 40 dias desde que a última pessoa infetada tinha recebido alta.

A agência explicou, no entanto, que são esperados pequenos surtos no final de grandes surtos de ebola.

Em nota, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que as equipes em Beni “têm experiência na resposta a novos casos e agiram rapidamente para se envolver com as comunidades afetadas.” Alertas foram investigados, contatos identificados e vacinados, casas e centros de saúde descontaminados e amostras enviadas para análise.

Emergência

Na quarta-feira, o Comitê Internacional de Emergência sobre Regulamentos de Saúde para o Ebola aconselhou que o surto continue sendo considerado uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional. O chefe da OMS decidiu aceitar a recomendação. 

O Comitê destacou que grupos armados atuam na área em que os casos foram identificados. Além disso, falta de financiamento dificulta a resposta e a pandemia de covid-19 coloca novos desafios a uma operação que já era complexa.

Tedros disse que é preciso “antecipar e estar preparado para pequenos surtos adicionais.” Segundo ele, é necessária “a força total de todos os parceiros para controlar esses surtos e responder às necessidades das pessoas afetadas.”

Para terminar, o chefe da OMS agradeceu o trabalho do Comitê e a dedicação do governo e povo da RD, bem como trabalhadores humanitários e parceiros da agência. 

 

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