OIT diz que esforços conjuntos e solidariedade podem ajudar a vencer crise global
BR

14 abril 2020

Em relatório, Organização Internacional do Trabalho afirma que covid-19 lançou pressão sobre empregados e empregadores; agência acredita que saída está em ações coordenadas para mitigar consequências arrasadoras da pandemia. 

A pandemia do novo coronavírus está afetando o mercado de trabalho em muitas partes do mundo e colocando imensa pressão sobre o comércio.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, OIT, uma ação coordenada, no entanto, pode ajudar na resposta à emergência causada pela crise global de saúde. 

Organização Internacional do Trabalho sobre a possibilidade da perda de milhões de empregos no período de quarentena. Foto: ONU News/ Stella Vuzo

Impacto

A OIT acredita que esforços conjuntos e solidariedade entre organizações de empregadores e empregados são vitais para enfrentar o impacto da covid-19 sobe o mercado de trabalho. 

A proposta foi apresentada num relatório da OIT sobre o tema. A pandemia está afetando a saúde e a segurança de milhões de pessoas em todo o mundo. 

No documento, “Gerenciando Conflitos e Desastres: Explorando a Colaboração entre Empregadores e Organizações de Trabalhadores”, a agência afirma que em momentos de crise, a cooperação e o diálogo podem ajudar a acelerar a recuperação.

ONU/Loey Felipe
Agência da ONU revelou que a imunização será “segura, eficaz, certificada e pré-qualificada”, graças a um mecanismo de “rápido, justo e equitativo”, Covax.

Crises futuras

O estudo revela que iniciativas, às vezes espontâneas, por parte de parceiros sociais ajudam a mitigar algumas das piores consequências de desastres humanos. E que essas ações podem ainda fortalecer a resiliência em casos de crises futuras.

Líderes de negócios têm interesse direto na paz e na estabilidade, além de se prepararem bem para situações de crise. A opinião é da diretora da Seção da OIT para Atividades de Empregadores, Deborah France-Massin. 

Segundo ela, os sindicatos de trabalhadores, por sua vez, têm um enorme potencial de mobilização por meio de seus membros seja através de lobby por mudanças legislativas ou de ações rápidas contra emergências humanitárias.

Unicef/Frank Dejongh
OIT citou o caso da Côte d’Ivoire, ou Costa do Marfim, onde trabalhadores e patrões negociaram um mecanismo, em 2002, para aliviar a pressão sobre empregados que haviam sido demitidos após uma severa crise econômica no país

África

Como exemplo, a OIT citou o caso da Côte d’Ivoire, ou Costa do Marfim, onde trabalhadores e patrões negociaram um mecanismo, em 2002, para aliviar a pressão sobre empregados que haviam sido demitidos após uma severa crise econômica no país africano causada por um conflito armado. 

Na época, estendeu-se o pagamento de auxílio desemprego e evitou-se uma demissão em massa. 

A OIT informou que vários países estão formando comissões de diálogo social para responder à crise da covid-19. Dente eles: Bélgica, Marrocos, Espanha, Paquistão e Uganda.

A agência espera que o relatório inspire organizações e parceiros sociais em todo o mundo a desempenharem um papel único na resposta à pandemia. 

 

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