UIT defende que associação de 5G à expansão da covid-19 “não tem base científica”
BR

13 abril 2020

Agência da ONU pede que notícias e fatos sobre a doença sejam confiáveis; para chefe da UIT, uso dessa tecnologia pode ajudar a derrotar pandemia; suposta “teoria de conspiração” na internet provocou manifestações contra quinta geração de tecnologias móveis.

A União Internacional das Telecomunicações, UIT, reforçou que está do lado da ciência ao destacar não haver base científica para alegações associando a tecnologia 5G à disseminação da covid-19.

Em comunicado, a agência explica que esse tipo de relato tem aumentando e que é essencial transmitir notícias e fatos confiáveis sobre a doença.

Teoria

Segundo agências de notícias, uma “teoria da conspiração” espalhada pela internet nas últimas semanas levou a manifestações e à destruição de dezenas de torres de telecomunicações, especialmente no Reino Unido.

Dezenas de pessoas teriam vandalizado torres de telecomunicações após mensagens divulgadas nas redes sociais defendendo que ondas emitidas pelo 5G causavam pequenas alterações no corpo humano, que o fragilizavam diante do vírus.

Para o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, “agora, mais do que nunca, a tecnologia da informação é vital” para setores como economia, saúde e segurança.

Ele destaca que a UIT “continuará a impulsionar essas tecnologias para ajudar a derrotar a covid-19 e tornar o mundo mais seguro, forte e conectado”, como agência especializada da ONU para tecnologias da informação e comunicação.

Redes

Entre os benefícios da quinta geração de tecnologias móveis, a UIT enumera a conexão de pessoas, objetos, dados, aplicativos, sistemas de transporte e cidades em ambientes de comunicação e redes inteligentes.

Outra vantagem é o fato de haver um atraso mínimo no transporte de grande quantidade de dados e da maior rapidez, ligação com segurança a vários dispositivos e o processamento de altos volumes de dados.

A UIT destaca ainda que tecnologias 5G apoiam aplicativos como residências e edifícios inteligentes, cidades inteligentes, vídeo 3D, trabalho e lazer em nuvem, além de serviços médicos à distância.

Entre as áreas impulsionadas por este serviço estão ainda a realidade virtual e o aumento de comunicações de máquina a máquina para  tarefas como automação onde “as atuais redes 3G e 4G enfrentam desafios no suporte a esses serviços.”

Desespero

A UIT destaca a pandemia da covid-19 como uma ameaça e a primeira da história da humanidade onde “o papel da tecnologia da informação e das redes sociais em grande escala têm ajudado a lidar e a responder à doença.

O comunicado destaca que, ao mesmo tempo que essas tecnologias ajudam a manter as pessoas seguras, produtivas e conectadas durante a crise, elas também espalham medo e confusão sobre a doença.
A agência lembra que foi para abordar esta questão e conter a disseminação do covid-19, que o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou à promoção de fatos e dados científicos no lugar do desespero e da divisão.

 

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