OMS quer colaboração sobre dados e ciência para combater covid-19 
BR

6 abril 2020

Doença já provocou mais de 1,2 milhão de casos confirmados e 67 mil mortes; chefe da agência alerta que “máscaras por si só não podem parar a pandemia”; especialistas ainda avaliam uso deste equipamento de proteção de uma forma mais ampla.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou esta segunda-feira que se observa um “avanço da pesquisa a uma velocidade incrível” menos de 100 dias depois de ter sido notificada sobre o novo coronavírus

Em apelo feito a todos os países, empresas e instituições de pesquisa o diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, pediu abertura em áreas como dados, ciência e colaboração. O objetivo é que todas as pessoas possam usufruir dos benefícios científicos e da investigação. 

Vacinas 

Até esta segunda-feira, a OMS confirmou a notificação de 1.211.214 casos e 67.666 mortes devido à covid-19. 

Lavar as mãos faz parte das medidas de prevenção contra o covid-19., by ©UNICEF/Leonardo Fernandez

Em relação aos avanços, o chefe da agência destacou que o genoma do vírus foi mapeado no início de janeiro e compartilhado em nível global. Esse passo permitiu desenvolver testes e iniciar a pesquisa de vacinas. Mais de 70 países já aderiram ao estudo de Solidariedade da OMS para acelerar a busca de um tratamento eficaz.  

Ghebreyesus dedicou grande parte da apresentação à questão do uso de máscaras. Segundo ele, é compreensível que países recomendem seu uso para impedir a propagação do vírus. 

No entanto, o chefe da OMS destacou que as máscaras faciais médicas devem ser priorizadas para os profissionais de saúde. A preocupação é que, com o uso pela população em geral, possa piorar a falta desse equipamento para as pessoas que mais precisam. 

Perigo 

Ghebreyesus disse haver lugares onde essa escassez coloca os profissionais de saúde em perigo. O uso de máscaras de proteção na comunidade “é para pessoas doentes e que cuidam deles em casa”. A OMS continua avaliando o uso deste equipamento de forma mais ampla. 

Esta segunda-feira, a agência lançou novas orientações e critérios para apoiar os países na tomada dessa decisão. As medidas indicam que países podem considerar o uso de máscaras em comunidades onde outras ações como higienizar as mãos e o distanciamento físico são difíceis por faltar água ou condições de vida limitadas. 

As orientações focam em como vestir, tirar e descartar máscaras de forma correta e segura. 

Partilha  

O chefe da agência declarou que as pesquisas nessa área ainda são limitadas. Os países que consideram dar luz verde ao uso de máscaras para a população em geral devem estudar sua eficácia e partilhar os resultados. 

Para o chefe da OMS, estes equipamentos só devem ser usados como parte de um pacote abrangente de intervenções. Ele enfatizou que “máscaras por si só não podem parar a pandemia” e pediu aos Estados-membros que continuem a encontrar, testar, isolar, tratar todos os casos e rastrear todos os contatos. 

Para proteção individual e de pessoas próximas, a recomendação é que se mantenha a distância física, a limpeza das mãos, espirrar ou tossir sobre o cotovelo e evitar tocar no rosto. 

 

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