Em Dia Internacional, chefe da ONU lembra vítimas de minas terrestres 
BR

4 abril 2020

António Guterres diz que sucessos da luta contra este tipo de armamento é uma lembrança útil do que pode ser alcançado quando a comunidade internacional se une; para o secretário-geral, essa lição é oportuna durante pandemia de covid-19.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que “as conquistas da comunidade internacional contra minas mostram que, trabalhando juntos, é possível alcançar marcos considerados impossíveis.” Para ele, esta “é uma mensagem oportuna para os esforços de hoje contra a transmissão da pandemia.”

Este sábado, 04 de abril, marca o Dia Internacional de Conscientização sobre os Perigos das Minas. 

Funcionários da ONU fazem trabalho de descontaminação de minas em Torit, Sudão do Sul, by Foto ONU/Martine Perret

Progresso

António Guterres começou por dizer que, há algumas décadas, milhões de minas terrestres foram enterradas em países de todo o mundo. Do Camboja a Moçambique, em Angola e no Afeganistão, “milhares de vidas foram perdidas e outras mudadas para sempre por causa de um passo infeliz.”

No início dos anos 90, protestos da sociedade civil levaram o sistema de organizações internacionais a condenar o uso deste armamento, culminado com a aprovação da Convenção sobre a Proibição de Minas, em 1997. Hoje, muitos países estão livres desta ameça. 

Crise

Agora, Guterres disse que “o mundo está enfrentando uma pandemia assustadora.” Os perigos impostos pela covid-19 estão forçando todos os países a tomar medidas que pareceriam inimagináveis há apenas algumas semanas.

É por esse motivo que a celebração do Dia Internacional foi reduzida. Torneios de futebol que estavam planeados foram cancelados. Outros eventos acontecerão na internet, se aconteceram.

O secretário-geral afirmou, no entanto, que “mesmo durante uma crise sem precedentes, não se pode deixar passar este dia despercebido, nem permitir que os direitos das pessoas com deficiência sejam esquecidos.”

Segundo ele, este armamento ameaça algumas das pessoas mais vulneráveis da sociedade, como mulheres, fazendeiros e trabalhadores humanitários. 

O chefe da ONU disse que é preciso recordar as pessoas que continuam enfrentando esta ameaça, da Síria ao Mali. Segundo ele, “enquanto muitas pessoas em todo o mundo trabalham com segurança em casa, elas permanecem expostas e vulneráveis.” E, quando o mundo emergir da crise de hoje, “continuarão precisando de apoio.”

 

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