Novo coronavírus infectou mais de 1 milhão de pessoas no mundo BR

Navio hospital no porto de Nova Iorque para ajudar na resposta
Ali Issa
Navio hospital no porto de Nova Iorque para ajudar na resposta

Novo coronavírus infectou mais de 1 milhão de pessoas no mundo

Direitos humanos

OMS quer mais programas de assistência social adotados pelos países; agência pede aumento de serviços para conter violência doméstica durante as restrições causadas pela covid-19; FMI fala de recorde de 90 países que pediram fundos de emergência da instituição.

O número total de casos confirmados de covid-19 já passou 1 milhão no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS. A atualização apresentada esta sexta-feira aponta para mais de 53 mil mortes em 206 países em territórios.

O diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, disse que a curto prazo, os países podem aliviar o fardo de suas populações por meio de programas de assistência social para garantir que as pessoas tenham comida e outros itens essenciais da vida.

Cooperação

Ghebreyesus reiterou que para algumas nações, o alívio da dívida é essencial para permitir cuidar das populações e evitar o colapso econômico. Ele disse que essa é uma área de cooperação entre a OMS, o Fundo Monetário Internacional, FMI, e o Banco Mundial.

Na sessão, a diretora-geral do FMI, Kristalina Gueorguieva, revelou que a crise da covid-19 não tem precedentes e que a economia global esta em recessão pior que a crise financeira global de 2008. Cerca de 90 países já pediram fundos de emergência da instituição, algo que também nunca ocorreu antes.

No evento, Tedros Ghebreyesus disse que a melhor maneira de os países acabarem com as atuais restrições e aliviarem seus efeitos econômicos é atacar o coronavírus. 

Ele lembrou as medidas já recomendadas como identificar, testar, isolar e tratar todos os casos, além de se rastrear todas as pessoas que tiveram contato com infectados.

Restrições

O chefe da OMS destacou que se os países se apressarem em suspender as restrições, o coronavírus poderá ressurgir e o impacto econômico poderá ser mais grave e prolongado.

O diretor-geral da OMS disse que o financiamento da resposta à saúde é um investimento essencial, não apenas para salvar vidas, mas para a recuperação social e econômica a longo prazo.

Ele fez três recomendações aos países. A primeira é garantir que as principais medidas de saúde pública sejam totalmente financiadas, incluindo procura de casos, testes, rastreamento de contatos, coleta de dados e campanhas de comunicação e informação.

A segunda recomendação é que países e parceiros reforcem as bases dos sistemas de saúde, garantindo que os trabalhadores do setor recebam seus salários e que as unidades de saúde tenham fundos para comprar suprimentos médicos essenciais.

O terceiro, e último, apelo é que todos os países removam as barreiras financeiras aos cuidados, como permitir o acesso daqueles que não podem pagar. Caso contrário, “o controle da pandemia será mais difícil e o risco será maior para a sociedade”.

Pólio

O chefe da OMS apontou que o combate à pólio tem sido afetado pela resposta à covid-19. Para reduzir o risco de ressurgimento da doença, a OMS apoia os países na manutenção da imunização para esta e outras doenças evitáveis por vacinas.

Ghebreyesus pediu ainda um aumento de serviços para conter violência doméstica. Ele defende que esta questão deve ser tratada como essencial durante ações de combate à pandemia, porque exitem relatos de agravemento deste tipo de violência, sendo as mulheres em relações abusivas as que estão em maior risco.