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Coronavírus: representantes da ONU apontam estigma como “afronta aos valores e direitos humanos" BR

Duas mulheres caminhando em uma plataforma de metrô na Cidade do México durante a pandemia de COVID-19, uma delas usando máscara facial.
ONU Mexico/Alexis Aubin Duas mulheres em uma estação de metrô na Cidade do México . Nas Américas, houve queda de 9,4% na taxa de emprego entre mulheres

Coronavírus: representantes da ONU apontam estigma como “afronta aos valores e direitos humanos"

Direitos humanos

Comunicado revela preocupação com atitudes como discursos e crimes de ódio; chefe da Aliança de Civilizações e conselheiro especial para Prevenção do Genocídio pedem solidariedade social diante da pandemia.

Dois representantes da ONU expressaram grande preocupação com o aumento do estigma, do discurso e de crimes de ódio contra pessoas e grupos “erroneamente difamados e vistos como associados ao novo coronavírus em todo o mundo”.
Um comunicado do representante da Aliança de Civilizações das Nações Unidas, Miguel Moratinos, e do conselheiro especial da ONU para Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, pede solidariedade social para enfrentar o problema.

Miguel Angel Moratinos, Alto Representante da Aliança das Civilizações, é entrevistado em um estúdio de televisão com fundo azul e o emblema da ONU .
Miguel Moratinos é representante da Aliança de Civilizações das Nações Unidas. Foto: ONU News

Sociedades

No documento divulgado esta segunda-feira, os dois representantes destacam que se pretende ter “sociedades inclusivas, coesas e pacíficas, que esta é a hora de incentivar a aliança entre culturas, civilizações e pessoas” e “não há tempo a perder.”
Segundo eles, todos enfrentam “ o mesmo inimigo, que é invisível, avança rapidamente, tira vidas e provoca o caos de forma indiscriminada.” Para eles, “deixar romper o tecido das nossas sociedades é talvez o mais sério transtorno que a pandemia do covid-19 está infligindo ao mundo”.
No comunicado, Moratinos e Dieng lembram que a pandemia é uma ameaça global para a paz e segurança, mas também “uma oportunidade para demonstrar união”.

Uma mulher usando máscara facial está sentada em um vagão de metrô, com alguns outros passageiros também usando máscaras ao fundo.
Melissa Ganz Diante de medidas como distanciamento social, o pedido é que haja “solidariedade social e construção de pontes de bondade.

Pandemia 

Diante de medidas como distanciamento social, o pedido é que haja “solidariedade social, construção de pontes de bondade e compaixão para transpor as paredes erguidas pelo homem”. Também se deve “pedir proteção para os mais vulneráveis, incluindo idosos, que estão enfrentando a parte mais pesada da pandemia.”
O comunicado aponta questões como estigma, discurso de ódio, xenofobia, racismo e todas as formas de discriminação como uma “afronta aos valores e direitos humanos universais”. 
Os representantes defendem que é preciso atuar em “efetiva cooperação internacional, implementando uma abordagem que envolva toda a sociedade, que inclua todos os governos nacionais, sociedade civil, mídia, empresas privadas, líderes religiosos, jovens e mulheres.”

Solidariedade 

Na semana passada, as Nações Unidas lançaram o Plano de Resposta Humanitária Global Covid-19 através do secretário-geral, António Guterres. A meta é garantir que ninguém seja deixado para trás na luta contra a pandemia. 
Nesse sentido, os representantes elogiaram a liderança demonstrada por alguns governos em promover mensagens de solidariedade e unidade global e em adotar medidas para conter o avanço do novo coronavírus.