Unaids atua com parceiros para assegurar acesso a antirretrovirais em meio à pandemia 
BR

25 março 2020

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids e Escritório de Pequim ajudaram chineses, viajando por Angola e pela Polônia, a acessarem tratamento mesmo após proibição de viagens para conter os riscos de transmissão do covid-19.

Uma outra agência das Nações Unidas expressou sua solidariedade à China por causa da pandemia do novo coronavírus e informou que permanece disposta a apoiar as medidas para conter a doença, que surgiu na província chinesa de Hubei, em dezembro. 

Em comunicado, o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, ofereceu o apoio da agência nas ações globais para vencer a pandemia.  

Serviços essenciais 

A diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima, contou que a agência está atuando com parceiros e autoridades na China para assegurar que as pessoas afetadas pelo HIV continuem recebendo os medicamentos e outros serviços essenciais de saúde. 

Um dos funcionários do Unaids na China, Liu Jie, contou que recebeu uma ligação da Polônia de um chinês que estava sem os medicamentos por dois dias. Por causa da proibição de viagens, ele ficou sem acesso aos antirretrovirais.  

Liu ligou para uma organização comunitária chinesa, a Birch Forest National Alliance, que contatou o escritório do Unaids em Pequim, via Genebra. Dias antes desse caso, uma outra pessoa da China vivendo em Angola passou pela mesma situação.   

Trabalho de base 

O diretor do Unaids em Angola telefonou para a Rede Angolana de Organizações de Serviço sobre Aids que conseguiu a ajuda necessária. 

Para a agência da ONU ambas as experiências provam que o trabalho do Unaids é baseado na força e no empenho da ação comunitária. 

Nas áreas afetadas pelo covid-19, a restrição de movimentos para conter o vírus impediu o acesso a hospitais. 

O Unaids lembra que pessoas vivendo com o HIV e outras doenças crônicas precisam dos medicamentos e cuidados para continuarem o tratamento e permanecerem saudáveis. 

A agência elogiou o Serviço Nacional da China para Controle e Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis por garantir a entrega dos medicamentos e da terapia antirretroviral.  

Ainda não se sabe quantos soropositivos foram afetados pelo covid-19 no país asiático, onde a pandemia surgiu.  

 

 

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