Secretário-geral pede cessar-fogo mundial para combater covid-19
BR

23 março 2020

António Guterres fez apelo nesta segunda-feira para uma pausa imediata em conflitos em todas as partes do mundo devido ao novo coronavírus; segundo o chefe da ONU, a pandemia põe em evidência a loucura da guerra. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou nesta segunda-feira por um cessar-fogo mundial e imediato em todas as regiões. 

Ele disse que “é tempo de acabar com os conflitos armados” para combater a pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, o mundo deve, em conjunto, focar-se “na verdadeira batalha”. 

Apelo 

António Guterres afirmou que “a fúria do vírus põe em evidência a loucura da guerra, de uma forma muito clara.” 

O secretário-geral pediu às partes em conflito para que acabem com a violência, ponham de lado a desconfiança e a animosidade, silenciem as armas, parem a artilharia e acabem com os ataques aéreos. 

Para ele, “isto é crucial” para ajudar a criar corredores humanitários que salvem vidas, abram janelas preciosas para a diplomacia e tragam esperança aos que são mais vulneráveis.  

O secretário-geral disse que as pessoas devem se deixar inspirar pelos casos que vão surgindo, lentamente, de “entendimento e diálogo entre facões rivais na busca de estratégias conjuntas de combate ao covid-19.” Apesar disso, é preciso “muito mais.” 

Guterres afirmou que é necessário “pôr fim à doença da guerra e combater a doença que está a arrasar o mundo.” Para ele, é isso que a “família humana necessita, agora, mais do que nunca.”  

Ameaças

Antes de fazer o apelo, o secretário-geral explicou os motivos para o pedido.  

Ele explicou que o vírus ameaça todas as pessoas, independentemente de nacionalidades, etnias, credos ou posicionamentos políticos, acrescentando que “é um vírus implacável.” 

Com conflitos armados brutais que persistem ou se intensificam em vários pontos do globo, “os mais vulneráveis, mulheres, crianças, pessoas com deficiência, marginalizados e deslocados, pagam o preço mais elevado.” 

Ele lembrou que, nos países assolados pela guerra, os sistemas de saúde quebraram e os profissionais de saúde, que já são escassos, são frequentemente atacados. Além disso, os refugiados e as pessoas deslocadas encontram-se numa situação de dupla vulnerabilidade.   

Até domingo, tinham sido confirmados quase 300 mil casos do novo coronavírus em 187 países e territórios. Perto de 13 mil pessoas tinham perdido a vida.  

 

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