Mais de 270 mil pessoas regressaram ao Sudão do Sul após conflito 
BR

13 março 2020

Mais de 70 mil sul-sudaneses ainda aguardam para ver se a paz é preservada; Acnur precisa de US$ 1,3 bilhão para garantir assistência humanitária essencial; mais de 65 mil crianças estão desacompanhadas ou foram separadas dos familiares. 

As Nações Unidas anunciaram esta sexta-feira que cerca de 12% de sul-sudaneses que abandonaram as suas casas devido ao conflito já retornaram ao seu país desde novembro de 2017. 

São mais de 270 mil ex-refugiados que regressaram por iniciativa própria à mais nova nação do mundo. Mas a maioria das 74 mil pessoas que permanecem no exterior espera para ver se a paz é preservada. 

Mulheres carregam ajuda humanitária do PMA em Thaker, no Sudão do Sul, PMA/Gabriela Vivacqua

Instabilidade  

A Agência de Refugiados da ONU e seus parceiros lançaram um apelo de US$ 1,3 bilhão para atender as necessidades humanitárias das pessoas que foram obrigadas a deixar as áreas de origem nos sete anos de instabilidade. 

A agência saudou a recente formação do Governo de Transição da Unidade Nacional, mas destaca que ainda existem muitos desafios na busca soluções para milhões de pessoas forçadas a se deslocar pelo conflito. 

Fora do Sudão do Sul vivem cerca de 2,2 milhões de pessoas, formando a maior população refugiada da África. Em território nacional existem outros 2 milhões de deslocados, sendo 83% mulheres e crianças.  

Assistência   

O Acnur defende que é urgente ter financiamento para fornecer assistência essencial. Mais de 74 mil sudaneses do Sul buscam abrigo em países vizinhos como Uganda, Sudão, Quênia, Etiópia, República Democrática do Congo e República Centro-Africana. 

Entre os mais necessitados estão 65 mil crianças desacompanhadas ou separadas dos familiares. As ações de auxílio pretendem facilitar o acesso à água potável e realizar atividades contra a violência sexual e de gênero. 

No setor da educação, continuam as lacunas e são necessárias ações para permitir que os refugiados possam se sustentar. 

O Acnur também precisa apoiar os cinco maiores países anfitriões sul-sudaneses em políticas progressistas de inclusão que beneficiam as pessoas que buscam abrigo. 

 

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