OMS faz chegar toneladas de suprimentos para 1 milhão de pacientes sírios
BR

28 fevereiro 2020

Beneficiários vivem em áreas do noroeste do país que sofrem ações militares; pelo menos 11 unidades de saúde foram destruídas em ataques desde dezembro; número de casos atendidos dobrou e agentes revelam crescente falta de material.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, terminou esta sexta-feira uma operação humanitária que transportou 55 toneladas de remédios e suprimentos médicos ao noroeste da Síria. O material foi carregado a partir da Turquia.

O destino do comboio foram áreas das províncias de Idlib e Alepo, onde ocorre o êxodo de deslocados internos desde dezembro. A situação é tida como a pior dos nove anos do conflito.

Combates

Pelo menos 11 ataques foram registrados nas unidades de saúde. Outras continuam sobrecarregadas por causa da intensidade dos combates e do fluxo de deslocados.

Menino em um assentamento informal no noroeste da Síria, perto da fronteira com a Turquia.

Um cirurgião na província de Alepo disse que a situação é a “mais sombria que os funcionários experimentaram desde que começou a guerra”. Ele destacou que as pessoas não sabem aonde ir, apenas entendem que precisam fugir dos ataques.

Somente 31 do total de 84 unidades de saúde forçadas a fechar transferiram seus serviços para servir os que fugiram dos bombardeios.

O cenário de violência impede que 133 mil consultas médicas sejam realizadas. Quase 11 mil pacientes com ferimentos como traumatismo craniano estão sem atendimento e 1,5 mil cirurgias urgentes podem não ocorrer.

Pacientes

O fluxo da população que abandona vastas áreas fez subir o número de casos em unidades de saúde em Idlib. Outros centros estão esvaziados e várias unidades recebem mais pacientes do que podem.

O diretor regional de emergências da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Richard Brennan, disse que os suprimentos servirão para garantir serviços em três meses para quase 1 milhão de deslocados.

O material inclui 3,2 mil kits de tratamentos cirúrgico e de lesões graves. Em nível local, os profissionais de saúde dizem haver falta de remédios, luvas, seringas e curativos.

Cidade síria de Idlib. Especialista disse que lançar as pessoas na rua também aumenta o risco de contaminação.

Com estes recursos, o número de casos atendidos dobrou e diminuíram os hospitais e centros de saúde devido aos ataques de que são alvo.

Refugiados

Entretanto, a Agência da ONU para os Refugiados apelou aos países vizinhos, incluindo a Turquia, que recebam mais sírios. O pedido feito à comunidade internacional é que reforce o apoio ao território turco que já hospedava o maior número de refugiados sírios.

O Escritório de Assuntos Humanitários revelou que recebeu cerca de US$ 100 milhões dos US$ 500 milhões necessários para ajudar as populações no noroeste da Síria.

O Escritório reiterou o apelo da ONU em favor de um cessar-fogo e aos com influência sobre as partes em conflito que respeitem ao Direito Internacional Humanitário.

 

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