OMS cita chegada do covid-19 ao Brasil e diz que países têm janela de oportunidade contra o vírus
BR

27 fevereiro 2020

Agência da ONU recomenda ação rápida por parte das nações afetadas; diretor-geral, Tedros Ghebreyesus, afirma que momento não é para medo, mas sim preparação.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, incluiu o Brasil na lista de sete países que notificaram casos da nova cepa do coronavírus, nas últimas 24 horas.

O diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, citou o caso brasileiro após um homem, que retornava da Itália, ser confirmado com o covid-19.

Pessoas usam máscaras no Aeroporto Internacional de Narita, em Tóquio, no Japão. Foto: ONU News/Li Zhang

Oportunidade

Tedros disse que nas últimas 24 horas, sete países relataram casos pela primeira vez: Brasil, Geórgia, Grécia, Macedônia do Norte, Noruega, Paquistão e Romênia. E enviou uma mensagem para cada um dizendo que essa era a janela de oportunidade que tinham para atuarem com uma política mais agressiva.

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde do Brasil confirmou o primeiro caso de coronavírus após um paciente com a doença ter recebido alta do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O caso brasileiro é o primeiro confirmado na América do Sul.

Tedros destacou que, nos últimos dois dias, o número de novos casos notificados fora da China, onde o covid-19 surgiu, supera o de novas infecções no país asiático.

Durante a atualização, o chefe da OMS falou do potencial pandêmico. Ghebreyesus sublinhou que o um momento não é de medo, mas sim de tomar medidas para prevenir novas infecções e salvar vidas de imediato.

O chefe da OMS destacou que estes países podem impedir que as pessoas fiquem doentes, podem salvar vidas e que os aconselha a avançar rapidamente.

Casos

De acordo com a agência, até este 27 de fevereiro a China tinha notificado um total de 78.630 casos e 2.747 mortes. Fora do território chinês, a doença estava presente em 44 nações, com 3.474 casos e 54 óbitos.

O chefe da OMS enfatizou que todos os países devem garantir que seus sistemas de saúde estejam preparados para um surto.

Tedros Ghebreyesus considerou a atual situação “muito delicada” advertindo que o surto pode ir em qualquer direção, dependendo da resposta que recebe.

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