Declaração de Estocolmo quer reduzir à metade mortes e ferimentos no trânsito
BR

20 fevereiro 2020

Acidentes viários ceifam 1,3 milhão de vidas por ano; Conferência Ministerial Global sobre Segurança Rodoviária, na capital sueca, propôs reverter previsões de 500 milhões de mortes na próxima década; países de rendas baixa e média têm 90% das vítimas de lesões.

Mais de 1,7 mil participantes de cerca de 140 países adotaram esta quinta-feira a Declaração de Estocolmo sobre Segurança nas Estradas  apelando ao mundo a reduzir à metade as mortes e os ferimentos no trânsito até 2030.

Cerca de 1,3 milhão de pessoas perdem a vida todos os anos nas estradas como revelou a 3ª Conferência Ministerial Global sobre Segurança nas Estradas, realizada na Suécia. É nos países de baixa e média rendas onde se concentram 90% das vítimas de lesões.

Saúde

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus  prometeu cooperar com os países em estratégias para alcançar a meta em ações em prol de mais saúde e segurança.

 

Em mensagem apresentada na conferência, ele disse não haver desculpa para a falta de ação. 

Ghebreyesus pediu um planejamento dos países para uma mobilidade sustentável, com participação de governos, agências internacionais, sociedade civil e setor privado.

A declaração expressa "grande preocupação" porque os acidentes de trânsito são a principal causa da morte de pessoas entre os cinco e 29 anos. Entre 2020 e 2030 deverão ocorrer até 500 milhões de mortes e lesões no trânsito no mundo. E é este quadro que a OMS quer evitar.

Liderança

Para prevenir a situação, a conferência  destacou que será preciso um maior compromisso político, liderança e ação em todos os níveis na próxima década.

O documento destaca que o impacto dos acidentes de trânsito revela que é importante considerar as necessidades das vítimas e de outras populações vulneráveis, incluindo idosos e pessoas com deficiência.

A declaração também chama a atenção para o efeito negativo dos acidentes de trânsito e os danos humanos associados para o crescimento econômico dos países em longo prazo, o progresso desigual entre regiões e os níveis de renda.

Desenvolvimento

Entre 2013 e 2016 nenhum país de baixa renda reduziu as mortes no trânsito. Para os participantes na conferência essa situação é preocupante e destaca de forma clara a ligação entre o desenvolvimento e a segurança.

A conferência destacou que a maioria de casos de morte e ferimentos  no trânsito pode ser evitada mas é ainda um ”grande problema de desenvolvimento e de saúde pública com consequências sociais e econômicas abrangentes”.

De acordo com a declaração final, se esse problema não for abordado, afetará os progressos para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

Foto ONU/Albert González Farran
Países de baixa e média rendas concentram 90% das vítimas de lesões no trânsito.

 

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