Mais de 1,5 milhão de crianças precisam de ajuda de emergências no Níger

19 fevereiro 2020

Cerca de 260 mil pessoas foram impedidas da retornar à área fronteiriça, alvo de violência perto de Burkina Fasso, Nigéria e Mali; Unicef alerta que é preciso maior atenção ao impacto da violência armada no Sahel central.

O número de pessoas que precisam de ajuda humanitária no Níger chega a 3 milhões. Mais da metade desse total são crianças sofrendo com violência, desnutrição, inundações, secas, deslocamentos epidemias e surtos.

O alerta foi lançado, esta quarta-feira, pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, em nota que pede maior atenção às dificuldades dos menores de idade e suas famílias.

Proteção

A instabilidade na região vem agravando o efeito de “emergências simultâneas” que limitam ações de resposta humanitária. Com essa situação, milhares de refugiados, repatriados, deslocados internos e migrantes se movimentam em busca de serviços sociais básicos e proteção.

Esse cenário piora os desafios já crônicos enfrentados pelas crianças nigerinas que estão entre os civis que mais sofrem ataques na região do Lago Chade. Recentemente mais de 263 mil pessoas foram impedidas de retornar a Diffa .

Ao longo das fronteiras com Burkina Fasso e Mali aumentaram as necessidades de cerca de 78 mil deslocados. Perto da Nigéria, a situação também piorou levando dezenas de milhares de pessoas a pedir abrigo em aldeias fronteiriças da região central do Níger.

Em visita a Diffa, a representante do Unicef no Níger,  Félicité Tchibindat, disse que comunidades anfitriãs demonstram extraordinária resiliência e compartilham o pouco dos recursos limitados e serviços sociais que têm com os deslocados. Para ela, este é um exemplo das populações nigerinas ao mundo.

Solidariedade

O pedido feito aos parceiros é que dediquem maior atenção ao ressurgimento da violência armada no Sahel central, onde é igualmente importante acompanhar o impacto nas crianças e em suas famílias.

Outro apelo é que haja solidariedade com o Governo do Níger e as agências que colaboram para atender às necessidades urgentes dos afetados.

Com a piora da insegurança há mulheres e crianças sofrendo o impacto da violência.

O Unicef apela às partes em conflito que respeitem os espaços humanitários permitindo o acesso seguro e sustentável da ajuda humanitária aos afetados.

Para as autoridades do país, que enfrenta cortes no investimento em serviços sociais,  Tchibindat lembrou que há um impacto direto dessas ações no acesso a serviços básicos incluindo educação, saúde, nutrição e água e saneamento.

OIM/Monica Chiriac
Situação também piorou perto da Nigéria levando dezenas de milhares de pessoas a pedir abrigo.

 

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