Unaids alerta sobre crise no tratamento infantil do HIV na África
BR

18 fevereiro 2020

Em 2018, cobertura da terapia antirretroviral para crianças soropositivas era de apenas 28%, muito abaixo da média global, que foi de 54%; agência da ONU diz que um dos motivos é o baixo índice de diagnóstico.

O Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, disse que existe uma crise no tratamento infantil do HIV na África Ocidental e Central.

A agência alerta que em 2018, a cobertura da terapia antirretroviral entre crianças vivendo com HIV nessas regiões foi de apenas 28%, muito abaixo da média global, que é de apenas 54%.

Unaids alerta que em 2018, a cobertura da terapia antirretroviral entre crianças vivendo com HIV nessas regiões foi de apenas 28%. Foto: ONU News

Motivos

O Unaids diz que existem muitas razões para a baixa cobertura da terapia antirretroviral infantil na África Ocidental e Central.

Uma delas é de que poucas crianças estão sendo diagnosticadas na região. Dados da agência indicam que em 2018, apenas 27% dos bebês expostos ao HIV foram testados para a infecção pelo HIV num prazo de oito semanas após o nascimento.

O Unaids afirma que existe urgência para expandir o acesso ao diagnóstico precoce dos bebês.

Mães

A falta de serviços de saúde acessíveis em muitos países é a causa do aumento de crianças soropositivas sem tratamento.

A agência da ONU explica que se uma grávida não recebe os serviços de pré-natal, ela não é testada para o HIV e com isso, não tem assistência para evitar a transmissão do HIV da mãe para o filho, conhecida como transmissão vertical. E o bebê também acaba sem um diagnóstico e sem os cuidados necessários.

Testes

O Unaids observa que mesmo que uma mulher procure um profissional de saúde, ela e seu filho, muitas vezes, perdem o acompanhamento após o parto e o status de HIV da criança fica desconhecido. As crianças expostas ao vírus precisam ser testadas dentro de dois meses de vida e assistidas regularmente até o final do período de amamentação.

Para encontrar essas crianças é preciso uma ampliação do teste de índice familiar e do HIV, onde elas também obtêm outros serviços de saúde.

Foto Unaids
Falta de serviços de saúde acessíveis em muitos países da região também resulta em crianças vivendo com HIV sem receber tratamento.

Tratamento

É importante também manter mães e crianças em tratamento se elas começarem a receber terapia antirretroviral. O Unaids diz que muitas mães e crianças iniciam o tratamento para o HIV, mas depois, não existe continuidade.

Devido à falta de progresso, nos últimos anos, na prevenção da transmissão vertical do HIV na região, a agência da ONU observa que não é uma surpresa que as crianças que vivem com o vírus na África Ocidental e Central estejam sendo esquecidas.

 

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