Agência da ONU apoia Moçambique em resiliência as mudanças climáticas
BR

12 fevereiro 2020

Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas, Ifad, participará de dois projetos que visam ajudar produtores locais; em 2019, país foi severamente afetado pelos ciclones Idai e Kenneth, que destruíram milhares de hectares de plantações na região central e no norte do país.

Em Moçambique, 70 % da população vivem em zonas rurais e estão expostas a mudanças climáticas. De acordo com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas, Ifad, o país é o terceiro Estado mais afetado na África.

Vista aérea das áreas em Moçambique que foram afetadas pelo ciclone Idai. Foto: PMA

A agência lembra que os efeitos das mudanças climáticas no setor agrário foram evidentes em 2019, quando Moçambique foi severamente afetado por dois ciclones, Idai e Kenneth, que destruíram milhares de hectares de cultivo na região central e no norte do país.

Resiliência

Para aumentar a segurança alimentar e resiliência as mudanças climáticas de pelo menos 902,5 mil produtores rurais de Moçambique, o Ifad anunciou nesta segunda-feira que apoiará o Programa do Desenvolvimento Inclusivo de Cadeias de Valor, Procava.  

A iniciativa de US$ 72,5 milhões visa melhorar as condições de vida dos produtores rurais. De acordo com a agência, pelo menos metade dos beneficiados serão mulheres e 30% jovens.

O financiamento inclui um empréstimo no valor de US$ 8,4 milhões e uma doação do Ifad de US$ 33,6 milhões. Em contrapartida, o governo de Moçambique contribuirá com U$ 4,9 milhões e outros US$ 5,6 milhões serão fornecidos através da contribuição dos beneficiários e outros parceiros de desenvolvimento.

Foco

O programa focará inicialmente nas áreas de produção da horticultura, de bovinos e caprinos, de frangos, de leguminosas e da mandioca. De acordo com o Ifad, todos esses setores são considerados vulneráveis às mudanças climáticas.

A iniciativa investirá igualmente em infraestruturas de irrigação e em tecnologias que permitam um aproveitamento eficiente das plantações. Uma das metas é também aumentar o acesso dos pequenos produtores aos mercados e tornar eles mais competitivos.

O Procava será implementado em 75 distritos, abrangendo todas as províncias durante um período de 10 anos.

Em Moçambique, 70 % da população vivem em zonas rurais e estão expostas a mudanças climáticas. Foto: ONU Moçambique

Aquacultura

O Ifad também anunciou um financiamento em um outro projeto que busca reduzir a pobreza ao aumentar a produção e renda de mais de 88 mil aquacultores de pequena escala.

A agência observa que as condições climáticas de Moçambique são favoráveis para o desenvolvimento do setor. O país é rico em espécies de peixes que podem ser produzidos localmente e assim, contribuir para a melhoria dos níveis nutricionais.

Desafio

No entanto, o Fida diz que o desenvolvimento da aquacultura em Moçambique tem sido um desafio, devido à falta de produtos como rações e serviços financeiros acessíveis.

O Projeto de Desenvolvimento da Aquacultura de Pequena Escala, Propape, disponibilizará US$ 49 milhões para transformar o setor da aquacultura no país. A meta é incluir principalmente mulheres, jovens e desempregados.

A iniciativa também busca reduzir através de práticas sustentáveis a vulnerabilidade dos beneficiados aos efeitos das mudanças climáticas.

O objetivo é promover o uso de uma série de tecnologias de produção pesqueira como tanques de produção de peixes, uso de energia solar e sistemas de energia eólica.

 

 

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