General brasileiro vê forças de paz mais eficientes atuando junto a comunidades da RD Congo
BR

11 fevereiro 2020

Em primeira viagem ao campo, comandante da força Ricardo Augusto Costa Neves esteve na área de Beni; oficial acredita que operações de inteligência da maior missão de paz do mundo podem ter mais apoio dos civis.

O general brasileiro Ricardo Augusto Costa Neves disse acreditar na maior eficiência das forças de paz das Nações Unidas se estas atuarem mais perto das populações da República Democrática do Congo, RD Congo.

Recentemente, o oficial fez a primeira viagem ao campo na área de Beni, na província do Kivu do Norte. Nesta região do leste do país, os soldados de paz acompanham as ações para travar vários grupos armados.

O comandante das forças da MONUSCO, general Augusto Ferreira Costa Neves, se reúne com o comandante da zona de defesa das FARDC, general Sikwabe Fall, para estabelecer um plano conjunto de proteção civil em Beni, RD Congo. Foto: Monusco

Trabalho

O general brasileiro disse contar com resultados de seus predecessores para continuar a trabalhar no terreno com forças de segurança congolesas. A região central da África tem sentido o impacto dos conflitos na RD Congo.

 “Seria uma boa ideia nós implementarmos as ideias do General Santos Cruz. São ideias muito interessantes para aumentar a eficiência da nossa tropa e aumentar a eficiência da nossa missão como um todo. E começando aqui mesmo pela região de Beni, nós temos o centro de inteligência e um centro de operações conjunto com as Fardc e com a polícia da ONU e com os outros atores e componentes da missão que aqui presentes fazem um trabalho que pode estar muito integrado.E o centro de inteligência e centro de operações funcionado 24 horas por dia e que nós possamos integrar todo o conhecimento que nós temos da área.”

Foi em dezembro que Costa Neves foi nomeado como chefe da maior operação de paz do mundo, assumindo o cargo em janeiro. No terreno, ele disse acreditar que uma ação mais coordenada com civis e forças locais beneficie a operação internacional que atua com cerca de 14 mil homens.

“Eu tenho a convicção que nós precisamos aumentar e intensificar o nosso patrulhamento. Nós estamos mais próximos da população. A população precisa sentir que nós estamos unidos. Ao sairmos em patrulha, nós temos que buscar o contato a população. Conversar com eles e com os líderes para eles se sentirem protegidos e também alimentarem o nosso sistema de inteligência. Com isso, a nossa missão vai ser mais visível. Nós até podemos explicar melhor para todos quais são as condicionantes do nosso mandado, o que nós podemos fazer e o que não podemos fazer para não criar falsas expectativas. ”

ONU News/Joon Park
Em Beni, na RD Congo, soldados da paz do Malawi vigiam uma aldeia antes de entrar para fazer patrulha.

Atos hostis

Em sua experiência de 30 anos, o general Costa Neves também atuou para a manutenção da paz em território angolano, como observador militar na Missão de Verificação III das Nações Unidas em Angola entre 1995 e 1996.

Além de apoiar as forças de segurança congolesas na resposta aos grupos armados, a Monusco tem uma força de intervenção rápida a este tipo de atos hostis. As tropas da missão ajudam ainda os trabalhadores humanitários internacionais na emergência para combater o surto de ebola.

A operação de paz presta assistência ao reforço do sistema judicial congolês para combater a impunidade, fornece auxílio à ação humanitária e combina diversas ações para neutralizar as tensões sociais e políticas na RD Congo.

 

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