Nações Unidas apreensivas com associação de mais de 100 mil pessoas ao Isil
BR

7 fevereiro 2020

Conselho de Segurança debateu relatório sobre ação do grupo terrorista; documento revela haver cerca de 27 mil ex-integrantes do grupo que representam uma ameaça a curto e longo prazos.

A ONU considera “uma preocupação urgente” a situação de mais de 100 mil pessoas ligadas ao grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil. A organização chamou a atenção especial para mulheres e crianças retidas em campos em situação de detenção e deslocamento por esse vínculo.

Apesar da perda de seu último reduto na Síria e da morte de seu líder, o grupo terrorista continua “no centro da ameaça transnacional ao terrorismo”, segundo chefe do Escritório de Contraterrorismo, Vladimir Voronkov.

Expansão

O representante apresentou, esta sexta-feira, o mais recente relatório sobre o Isil ao Conselho de Segurança no qual pediu à comunidade internacional que continue unida para travar a expansão do grupo para áreas como África, Europa e Ásia.

Voronkov disse que o Isil tem buscado de forma persistente ressurgir e ter “relevância global online e offline”. Essas tentativas visam “restabelecer sua capacidade para operações internacionais complexas”. 

Outra preocupação é a atividade de grupos afiliados ao Isil que continuam seguindo uma estratégia de entrincheiramento em zonas de conflito, explorando queixas das pessoas locais.

Libertação

De acordo com a ONU, milhares de estrangeiros viajaram para a Síria e o Iraque para apoiar o grupo terrorista também conhecido como Daesh. Estima-se que 27 mil pessoas ainda continuarão representando uma ameaça a curto e longo prazo.

O representante mencionou ainda a preocupação de países europeus com a libertação de cerca de mil pessoas condenadas por atos de terrorismo que está prevista para este ano. O grupo inclui ex-combatentes do Isil.

Voronkov lembrou que grupo perdeu seu último reduto na Síria em março passado e mudou de liderança após a morte do líder Abu Bakr al-Baghdadi em outubro. Mesmo assim, o Isil “permanece no centro da ameaça transnacional do terrorismo”, sendo necessária vigilância e união para enfrentar o flagelo.

Unicef/Soulaiman
Crianças deslocadas e adultos que fugiram de áreas controladas pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

 

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