Em Davos, secretário-geral ouve jovens sobre futuro do planeta
BR

24 janeiro 2020

António Guterres conversou com quatro jovens ativistas sobre desafios globais; iniciativa marca os 75 anos das Nações Unidas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, participou de um diálogo com jovens ativistas, nesta sexta-feira, durante o encontro anual do Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, na Suíça.

O chefe das Nações Unidas disse que “os líderes não ouvem o suficiente” e que foi “um privilégio” ouvir estes jovens falar sobre o futuro.

Juventude

A iniciativa foi organizada em conjunto com a Global Shapers, uma rede internacional de jovens com menos de 30 anos, para marcar os 75 anos das Nações Unidas, celebrados em 2020.

Nesse momento, a Global Shapers tem mais de 9 mil membros, distribuídos por 420 centros em 154 países. Os jovens trabalham em conjunto para responder a desafios locais, regionais e globais.

No encontro, António Guterres disse que os ativistas “estão engajados e determinados a construir um mundo melhor, e querem uma ONU que seja ágil, transparente e inclusiva.”

Participaram no evento Fatima Azzahra El Azzouzi, de Marrocos, que atua na área da saúde mental, Arlane Gordon-Bray, dos Estados Unidos, que trabalha com comunidades marginalizadas, Robyn Seetal, do Canadá, especialista em sustentabilidade, e Yannick Heiniger, funcionário do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Diálogo

António Guterres começou a conversa pedindo que as pessoas na sala dissessem se acham que o mundo estará melhor, pior ou igual daqui a 25 anos, quando a ONU comemorar o seu 100º aniversário. A maioria das pessoas disse que o mundo estaria melhor.

Sobre esse tema, Yannick Heiniger citou um estudo que mostra que os jovens estão otimistas em relação ao seu ambiente mais próximo, mas pessimistas em relação a questões globais. Robyn Seetal disse que “para algo mudar, tens de ser otimista, tens de acreditar que algo pode mudar.”

Já António Guterres, lembrou uma frase de Jean Monet, um dos fundadores da União Europeia, que dizia que não era otimista nem pessimista, era determinado.

Soluções

O secretário-geral perguntou depois como se podem resolver os maiores problemas que o mundo enfrenta.

Fatima Azzahra El Azzouzi, que trabalha na área da saúde mental, lembrou que o suicídio é a segunda causa de mortalidade entre os jovens. Para ela, “é preciso acabar com o estigma, criar o espaço para as pessoas dizerem que não estão bem.” Segundo a jovem, os políticos podem dar o exemplo, começando a partilhar suas histórias. 

Arlane Gordon-Bray afirmou que as pessoas “ainda abordam os problemas dentro dos seus compartimentos, não de forma interligada,” e que isso pode ser visto em Davos. Já Yannick Heiniger, disse que é necessário “preservar alguns dos valores que uniram a sociedade no passado”, destacando a capacidade de chegar a acordo sobre o que são os problemas.

 

 

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