OMS: coronavírus não representa emergência internacional de saúde, mas situação é séria BR

Os painéis serão antecedidos por uma apresentação do diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, e contarão com especialistas e representantes da sociedade civil e do setor privado
ONU/Daniel Johnson
Os painéis serão antecedidos por uma apresentação do diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, e contarão com especialistas e representantes da sociedade civil e do setor privado

OMS: coronavírus não representa emergência internacional de saúde, mas situação é séria

Saúde

Agência da ONU diz que risco de surto é muito alto na China, onde infecção apareceu na cidade de Wuhan; autoridades informam que houve 26 mortes e mais de 830 casos até a manhã desta sexta-feira; todas as mortes ocorreram na China; governo de Pequim decretou probição de viagens em Wuhan numa tentativa de evitar novas contaminações.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que não irá declarar uma emergência de saúde pública de interesse internacional em relação ao surto de uma nova cepa do coronavírus.*

A declaração foi feita após a segunda reunião realizada em Genebra pela Comissão de Emergência sobre o tema.

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Decisão

Ghebreyesus explicou que, assim como ocorreu no primeiro encontro, a Comissão estava dividida sobre o caso. Ele alertou que esta “é uma emergência na China, mas ainda não se tornou uma emergência de saúde global.”

No entanto,  a situação ainda pode atingir este nível.

O chefe da OMS explicou que a avaliação de risco "é de que o surto é de risco muito alto na China e de alto risco regional e global.”

Casos

Segundo agências de notícias,  pelo  menos 26 pessoas morreram e mais de 830 casos já foram notificados. A maioria das contaminações e todas as mortes ocorreram na China.

Outros países com ocorrência do coronavírus foram Japão, Coréia do Sul, Cingapura, Tailândia,  Estados Unidos e Vietnã.

Ghebreyesus disse que a OMS tem conhecimento de casos suspeitos em outros países, mas que esses “ainda estão sendo investigados.”

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Informações

O diretor-geral da OMS disse que o “vírus pode causar doenças graves e pode matar, mas para a maioria das pessoas os sintomas são mais leves.” Ele acrescentou que “entre os infectados, um quarto dos pacientes” apresentou níveis graves da doença.

Segundo a OMS, a maioria das pessoas que morreram apresentava outras condições de saúde, como hipertensão, diabetes ou doenças cardiovasculares que enfraqueceram o seu sistema imunológico.

Transmissão

A agência já confirmou a transmissão de pessoa para pessoa na China, mas, por enquanto, essa parece limitada a grupos familiares e profissionais de saúde que cuidam de pacientes infectados.

No momento, não há evidências de transmissão de pessoa para pessoa fora da China, mas isso não significa que não aconteça.

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Origem

Ghebreyesus apontou que ainda há muitas informações desconhecidas. Entre elas, a origem do vírus, a facilidade com que ele se espalha e informações completas sobre suas características clínicas ou gravidade.

Ele acrescentou que a OMS está trabalhando com parceiros “noite e dia na China e nos outros países afetados” para preencher as lacunas de conhecimento o mais rápido possível.

Medidas

O chefe da OMS disse que é provável que ocorram “mais casos em outras partes da China e em outros países.” Ele disse que “a China tomou medidas que considera adequadas para conter a disseminação do coronavírus em Wuhan e em outras cidades” e que espera que elas “sejam eficazes e curtas em sua duração.”

Segundo Ghebreyesus, no momento, a OMS não recomenda restrições mais amplas a viagens ou comércio. A agência recomenda a triagem de saída nos aeroportos como parte de um conjunto abrangente de medidas de contenção.

*Dados atualizados em 24 de janeiro às 8h55, horário de Nova Iorque.