General brasileiro vai priorizar participação das mulheres em missão de paz na África
BR

17 janeiro 2020

Novo comandante das tropas da ONU na RD Congo, Ricardo Augusto Costa Neves, toma posse em 22 de janeiro;  chefe da maior operação de paz da ONU no mundo diz que aumento da contribuição das boinas-azuis é aspecto de “primeira prioridade”; para o militar, papel das mulheres nas mediações, prevenções e soluções de conflito tem se mostrado “extremamente eficiente”.

 

 

 

O objetivo das Nações Unidas de enviar mais mulheres militares às suas forças de paz pelo mundo deve receber todo o apoio do novo comandante das tropas da ONU na República Democrática do Congo, RD Congo.

O general brasileiro, Costa Neves, assume o comando na Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, a Monusco. Foto: ONU News

O general brasileiro Ricardo Augusto Costa Neves, que assume o posto em 22 de janeiro, falou à ONU New, em Nova Iorque, sobre seus planos de apoiar uma maior participação feminina nos processos e na consolidação da paz.

Marca de qualidade

“Não há dúvida nenhuma que contar com as mulheres nas operações de paz, nas mediações, nas prevenções ou soluções dos conflitos tem se mostrado extremamente eficiente. A perspectiva que a mulher traz para a análise e condução dessas atividades é uma coisa que é inquestionável. Portanto eu, obviamente, é claro que vou dar o apoio e me esforçar para que nós tenhamos cada vez mais participação dessas mulheres nas missões de paz. Em todas as atividades que eles estão presentes, a marca de qualidade também se faz presente.”

Atualmente, a ONU tem 13 operações de paz no mundo. Os maiores contingentes de mulheres nas tropas estão na Monusco e na Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

No caso de policiais, a participação feminina é de 11% em todo o mundo.

Costa Neves lembrou que a força de paz da ONU na República Democrática do Congo tem um contingente total de 15% de mulheres

Angola

Durante a entrevista, o general brasileiro diz que deve “juntar forças” e trabalhar com afinco para cumprir o mandato da missão no país.

“Então, a perspectiva de trabalhar num ambiente multidimensional com vários, todos os componentes da Missão. E com todos os setores inclusive do próprio Congo, para que nós possamos entregar para o próprio Congo para que nós possamos entregar para a população do Congo uma situação mais adequada e mais compatível com o que eles precisam.”

Com mais de 30 anos de carreira, Costa Neves foi comandante da Academia Militar de Agulhas Negras até 2018 e trabalhou como boina-azul da ONU em Angola de 1995 a 1996, como observador militar.

 

 

 

 

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