OMS: “mundo está ficando sem opções para combater super bactérias”
BR

18 janeiro 2020

Agência alerta sobre as consequências de fraco investimento para produzir novos antibióticos; diretor-geral pede financiamento mais sustentável e inovação na fabricação desses medicamentos.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou para a falta de novos antibióticos por causa da queda de investimentos privados e da falta de inovação na sua produção.

Em nota emitida, em Genebra, a agência da ONU destaca que essa situação ameaça os esforços para travar bactérias resistentes a medicamentos.

Agência destacou que estão sendo desenvolvidos 60 produtos, sendo 50 antibióticos e 10 produtos biológicos. Foto: Opas/ Joshua Cogan

Superbactérias

De acordo com a OMS, dezenas de milhares de pessoas perdem a vida todos os anos por causa dessa situação.

Esta sexta-feira, a agência publicou dois novos relatórios que destacam  a existência de poucos antibióticos eficazes. Para a agência, essa situação ilustra como o mundo está ficando sem opções para combater as chamadas super bactérias.

Para o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “nunca antes houve ameaças de resistência antimicrobiana imediata ou necessidade de soluções mais urgentes”.

O representante lembrou de iniciativas em andamento para reduzir a resistência desses remédios, mas disse que é preciso que os países e a indústria farmacêutica contribuam com financiamento sustentável e novos medicamentos inovadores.

Produtos Biológicos

A agência destacou que estão sendo desenvolvidos 60 produtos, sendo 50 antibióticos e 10 produtos biológicos. Mas há poucos benefícios sobre os atuais tratamentos e menos ação para abordar bactérias altamente resistentes.

Para os produtos que já estão na fase inicial de testes  ainda serão precisos anos  antes de chegarem aos pacientes.

A OMS cita o perigo de circulação de bactérias como a Klebsiella pneumoniae e a Escherichia coli. Estes agentes podem causar infecções graves e muitas vezes mortais por representarem um ameaça particular a pessoas com sistemas imunológicos fracos ou ainda não totalmente desenvolvidos.

Entre esta possíveis vítimas dessa situação estão os recém-nascidos, as populações que estão em envelhecimento, as pessoas submetidas a cirurgias e ao tratamento anti-câncer.

 

 

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