Banco Mundial analisa oportunidades econômicas para as mulheres no mundo
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14 janeiro 2020

Timor-Leste e São Tomé e Príncipe estão entre 40 países que em dois anos fizeram 62 reformas; medidas permitirão às mulheres desenvolver seu potencial, segundo o estudo Mulheres, Empresas e o Direito 2020.

O Banco Mundial lançou nesta terça-feira, em Washington, o estudo Mulheres, Empresas e o Direito 2020. A análise mostra como as leis ampliam ou diminuem a participação feminina no mercado de trabalho.

O relatório mede 190 economias, acompanhando como as leis afetam as mulheres em diferentes estágios da vida profissional. Para isso, analisa oito fatores: mobilidade, local de trabalho, remuneração, casamento, maternidade e paternidade, empreendedorismo, ativos e pensões.

Economia

Quanto mais igualdade de oportunidades há em uma determinada economia, maior a chance de ela obter 100 pontos no estudo. O Canadá foi o país mais recente a alcançar essa pontuação, juntando-se a Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Letônia, Luxemburgo e Suécia.

Segundo o documento, nos últimos dois anos, 40 economias aprovaram 62 reformas para permitir às mulheres desenvolver seu potencial. Desse total, dois estão na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP: São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

São Tomé e Príncipe proibiu a demissão de trabalhadoras grávidas. O país também eliminou as restrições a trabalhos noturnos, em mineração ou em lugares considerados perigosos. Com isso, obteve 86.3 pontos no estudo.

Tempo de aposentadoria

Já Timor-Leste passou a considerar, para o cálculo do tempo de aposentadoria, os períodos em que a mulher se ausentou do trabalho para cuidar dos filhos. O país recebeu 83,1 pontos no documento.  

Para os demais países de língua portuguesa, a pontuação foi a seguinte: Angola, 73,1; Brasil, 81,9; Cabo Verde, 863; Guiné-Bissau, 42,5; Guiné Equatorial, 51,9; Moçambique, 76,9; e Portugal, 97,5.

Embora meça os avanços e retrocessos na legislação, o estudo Mulheres, Empresas e o Direito não avalia a implementação das leis, pois isso é difícil de examinar de maneira comparável em todas as economias. Ainda assim, o documento ressalta que a aplicação da legislação é essencial para moldar as oportunidades econômicas das mulheres em todo o mundo.

*Apresentação: Mariana Ceratti, do Banco Mundial Brasil

Agência Brasil/Marcello Casal Jr.
Estudo destaca reformas que devem permitir às mulheres desenvolver seu potencial.

 

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