Unesco diz que mundo tem que proteger sítios históricos após reunião com Irã
BR

6 janeiro 2020

Embaixador do país junto à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Ahmad Jalali, encontrou-se com diretora-geral da agência, Audrey Azoulay, para discutir tensão no Oriente Médio e a proteção da cultura.

A escalada da tensão no Oriente Médio e a importância da preservação de sítios históricos e culturais foram tema de um encontro do embaixador do Irã com a diretora-geral da Unesco.

A agência da ONU especializada em Educação, Ciência e Cultura, com sede em Paris, recebeu a visita do representante iraniano junto à Unesco, Ahmad Jalali, nesta segunda-feira.

Diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay. Foto: ONU/Manuel Elias

Paz e diálogo

Em nota, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, destacou a universalidade de patrimônios culturais e naturais como vetores para a paz e o diálogo entre os povos.

A reunião ocorreu dias após uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre 52 alvos do Irã que poderiam ser alvejados em caso de retaliação à morte do líder militar máximo do país, Qasem Soleimani.

O general iraniano foi morto num ataque americano ao aeroporto de Bagdá, na semana passada.

Em nota, divulgada após o encontro, a diretora-geral da Unesco relembrou a Convenção para Proteção de Propriedade Cultural em Caso de Conflito Armado, que data de 1972.

Convenção

Ela também citou a Convenção para Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Com base nos dois documentos, Audrey Azoulay ressaltou que os mesmos foram ratificados pelos Estados Unidos e pelo Irã.

A Convenção, de 1972, estipula entre outros pontos que cada Estado “responsabiliza-se por não tomar medidas deliberadas que possam danificar diretamente ou indiretamente a herança natural e cultural (...) situada em territórios que são parte da Convenção.

A chefe da Unesco também mencionou os termos da Resolução do Conselho de Segurança 2347, adotada por unanimidade, e que condena atos de destruição de patrimônios culturais.

Para ela, os patrimônios culturais e naturais são vetores para paz e diálogo entre os povos. E a comunidade internacional tem o dever de protegê-los e preservá-los para as futuras gerações.

 

 

 

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