Guterres afirma que “é dever de todos” evitar sofrimento causado por uma guerra
BR

6 janeiro 2020

Secretário-geral fez declaração a jornalistas, em Nova Iorque, e falou sobre guerra, terrorismo, mudança climática e desigualdade; para o chefe da ONU, tensões geopolíticas “estão no nível mais alto desde o início do século.”

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que 2020 já começou em turbulência. Na primeira declaração deste ano a correspondentes na sede da ONU, António Guterres disse que a situação de tensão mundial “não pode continuar.” 

O chefe das Nações Unidas disse que “em todo o lado, se vê muitas pessoas frustradas e zangadas.” E que é dever de todos evitar o sofrimento causada por guerras.

Perigo

Guterres declarou que existe “maior agitação social e crescentes extremismo, nacionalismo e radicalização, com um avanço perigoso do terrorismo em várias partes do mundo, sobretudo em África.”

O secretário-geral conta que tem acompanhado o aumento das tensões globais “com grande preocupação” e que está “em contato constante com líderes em todo o mundo.”

Ele afirmou que a sua mensagem é “simples e clara”: os países devem “parar a escalada, exercer o máximo de contenção, recomeçar o diálogo e renovar a cooperação internacional.”

Novo ano

O chefe da ONU disse que “as tensões geopolíticas estão no nível mais alto desde o início do século e a turbulência está aumentando.” Ele afirmou que “nem a não-proliferação nuclear pode mais ser tida como uma garantia”

Guterres contou que “este caldeirão de tensões está levando mais e mais países a tomar decisões imprevisíveis, com consequências também imprevisíveis, e um risco profundo de erros de cálculo.”

Ao mesmo tempo, o mundo assiste a “conflitos de comércio e tecnológicos que fraturam os mercados mundiais, ameaçam o crescimento e aumentam as desigualdades.” Além disso, “o planeta está ardendo” e “a crise climática continua em força.”

Preço

Para terminar, António Guterres pediu que a comunidade internacional “não esqueça o terrível sofrimento humano causado pela guerra.” Ele lembrou que “como sempre, são as pessoas comuns que pagam o preço mais alto” e afirmou que é “dever de todos evitar” que isso aconteça.

 

 

 

 

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