Caso Jamal Khashoggi: Guterres quer investigação independente e imparcial
BR

23 dezembro 2019

Declarações foram feitas após divulgação de sentenças esta segunda-feira em Riade; agências de notícias revelam que cinco pessoas foram condenadas à pena capital e outras três à prisão pela morte do dissidente jornalista saudita.

O secretário-geral das Nações Unidas reiterou que é preciso realizar “uma investigação independente e imparcial” sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal  Khashoggi, após o anúncio da condenação de suspeitos nesta segunda-feira.

Em nota emitida pelo seu porta-voz, em Nova Iorque, o chefe da ONU destaca que essa apuração deverá “garantir um exame completo e a responsabilização pelas violações de direitos humanos” cometidas no caso.

Assassinato

O jornalista era conhecido como crítico do governo saudita e desapareceu em outubro de 2018 no consulado do país em Istambul, na Turquia.

Relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrarias, Agnes Callamard
Relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrarias, Agnes Callamard. Foto: ONU/Mark Garten

O representante disse que a organização teve conhecimento de que oito pessoas foram condenadas e sentenciadas pelo Tribunal Criminal de Riade pelo assassinato de Jamal Khashoggi.

De acordo com agências de notícias, cinco pessoas foram sentenciadas à morte e outras três foram presas devido ao ato. Os relatos das agências destacam ainda que 11 pessoas não identificadas teriam sido julgadas no caso.

Execuções

A nota do secretário-geral também reitera o compromisso das Nações Unidas de “garantir a liberdade de expressão e a proteção dos jornalistas, bem como a oposição de longa data à pena de morte”.

Em relatório apresentado à Assembleia Geral em outubro, a relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, Agnes Callamard, destacou não haver dúvidas de que o assassinato de Jamal Khashoggi fazia parte de plano.

A perita esteve à frente de um grupo de investigação internacional sobre o assassinato do dissidente saudita, que também integrava o perito forense português Duarte Nuno Vieira e os investigadores Helena Kennedy e Paul Johnston.

 

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